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Até 2025, o mundo produzirá estimadamente 175 zettabytes de dados, os quais precisarão do suporte de uma completa infraestrutura de TI. Com os parâmetros atuais de crescimento, o consumo energético da infraestrutura digital será o responsável por 1/5 do uso global de energia.
A green4T acredita e promove a mudança de paradigmas, atrelando os conceitos de sustentabilidade e eficiência. Por isso, a empresa criará soluções de infraestrutura de baixa impacto energético, com PUE máximo de 1,5, para que, nos próximos 10 anos, a iniciativa possa reduzir 60% da energia consumida por todos os data centers na América Latina. A energia poupada neste processo poderá causar impacto de 67 TWh - energia suficiente para iluminar 3 milhões de residências.
Insights
Transformação Digital
O futuro chegou: a virtualização do trabalho
Abr de 2021
Em fevereiro, uma pesquisa publicada pela MIT Technology Review afirmava que 80% das empresas brasileiras desejariam manter parte de suas equipes em home office mesmo após o fim da pandemia. Este percentual – construído com dados levantados junto a 1.400 executivos de companhias do País – revela uma das maiores e mais relevantes mudanças na vida do planeta pós-Covid: o trabalho remoto. É fato: o hábito de usar máscara e higienizar as mãos com álcool gel nunca mais deixará a rotina das pessoas, assim como o home office não desaparecerá do dia a dia das empresas. Outro dado do mesmo estudo indicou que 93,5% dos profissionais desejam ter uma jornada híbrida de trabalho – parte em casa, parte no escritório – a partir de agora. Essa conjunção entre o novo modo de trabalhar adotado pelas companhias e a percepção positiva por parte das pessoas sobre a prática gerou um "novo normal" que deve ser mantido a partir deste ano. Entretanto, há um desafio embutido no processo: como realizar essa transição de forma segura, ágil, controlada e a um custo financeiro possível?
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Cidades Inteligentes
Mobilidade urbana em tempos de pandemia - Episódio 14
Mar de 2021
Fabiano Mazzei: Olá, seja muito bem-vindo, seja muito bem-vinda a mais um episódio do podcast greenTALKS. Este episódio, aliás, é muito relevante pelo momento que vivemos, porque se trata de um tema extremamente importante para a vida de todos nós: "Mobilidade urbana em tempos de pandemia". Para falar sobre isso, temos uma convidada muito especial: Eleonora Pazos, Head do escritório da UITP na América Latina – UITP que é a União Internacional dos Transportes Públicos – e a gente conversa com ela a partir de agora. Eleonora, muito obrigado por ter aceitado o convite e seja muito bem-vinda ao podcast. Eleonora Pazos: Obrigada, Fabiano! Quero realmente agradecer a green4T por este convite. De fato, é extremamente interessante poder estar aqui e compartilhar com vocês algumas coisas que a UITP vem fazendo. Fabiano: Muito bem, obrigado. Bem, voltando à pergunta inicial, quais são os impactos que a gente já pode detectar de tudo aquilo que aconteceu na mobilidade urbana no Brasil e no mundo? Eu sei que a UITP realizou dois estudos importantes sobre este tema em 2020, então, gostaria que você falasse um pouco do trabalho e destes estudos. Eleonora: Bem, deixa eu contar um pouco para quem não conhece o que é o trabalho da UITP. Como você disse no começo, é a União Internacional dos Transportes Públicos, presente em mais de 100 países, com mais de 1.300 organizações – tanto governamentais, autoridades públicas em todas as esferas, operadores de transporte (públicos e privados) de todos os sistemas urbanos e também uma participação da indústria do setor de provimento de serviços do mundo inteiro. Quando você fala dos estudos, a UITP utiliza muito essa ampla rede para realmente balizar o que a organização vem desenvolvendo. Voltando para a pergunta tão desafiadora, de fato, o impacto da pandemia nos sistemas de mobilidade foi muito severo. Ninguém considerava imaginar o que acabou acontecendo com estes sistemas de mobilidade. Primeiro, uma queda de circulação de pessoas nas cidades, algo universal e que aconteceu em todas as regiões do mundo. Obviamente, se a gente for falar de determinadas cidades no Brasil e de outros países em desenvolvimento, o impacto sempre é maior, até por questões econômicas e pela própria dinâmica dos lugares. Tivemos essa queda abrupta e que permanece até hoje. Acabei de receber um relatório de mais de 50 cidades do mundo todo referente a demanda de passageiros. Apesar de ter passado um ano da pandemia no mundo ocidental, de fato, a grande maioria dos sistemas ainda não recuperou a sua demanda, ficando abaixo dos 60% de ocupação. Obviamente, de semana a semana vemos uma variação conforme temos a segunda e a terceira onda, mas isso tem se mantido – a perda de passageiros – e no Brasil muito mais. Atrelado a isso, uma perda de receita muito forte com a suspensão de serviços em muitos países. Ao mesmo tempo, as cidades foram transformadas pelas "teles" – o teletrabalho, a tele-educação, a telemedicina, entre outros – e pelo comércio eletrônico. Voltando aos estudos, a UITP realizou dois após o início da pandemia para avaliar o que foi feito pelas cidades, o que ainda precisa ser realizado e quais as medidas mais bem-sucedidas que foram usadas para a recuperação das cidades. Falamos em tendências globais e, aqui no Brasil, sobre o desequilíbrio socioeconômico e a não circulação de pessoas gerando um impacto nos sistemas de transportes. A tipologia das cidades sendo alteradas pelos teles e algumas mudanças relacionadas a questão do novo estilo de vida que as pessoas provavelmente vão ter a partir de agora. Parâmetros de viagem que serão alterados com um repropósito: as pessoas costumam viajar para a escola, trabalho, universidade e isso tende a ser alterado. O re-timing, graças a flexibilidade de horário das pessoas, que não viajarão mais sempre às 7h da manhã e retornarão às 18h. E o repace: provavelmente viagens mais curtas, no entorno do passageiro, muito mais do que longas viagens diárias como as de trabalho. Claro que temos de fazer uma avaliação mais de longo prazo quando nos referimos ao Brasil. Evidentemente que as grandes cidades brasileiras vão demorar mais para se recuperar do que as pequenas, já que estas dependiam menos do transporte público e tinham uma quantidade de deslocamentos à pé e de bicicleta muito maior. Uma grande tendência também é o processo de digitalização do transporte. Da noite para o dia, passou a ser necessário a venda de créditos, de tickets por meio de mobiles, de vários devices, da transmissão de informações aos passageiros, enfim, uma digitalização do setor que já existia, mas que ficou muito mais acentuada por necessidade inclusive sanitária. Associado a isso, as tecnologias aplicadas à eficiência operacional dos transportes e ao gerenciamento de demanda, que vemos surgir como necessidade de controle da pandemia e também sanitárias. Então, toda essa inteligência do transporte público que sempre se falou e dos seus investimentos, deixam de ser apenas necessários para se tornarem obrigatórios por uma questão de sobrevivência do setor. Falando de padrão de mobilidade, vimos em alguns países uma tendência ao transporte individual, com aquele sentimento de receio em usar o transporte público – que ficou com uma imagem bastante abalada, muitas vezes sem motivo. Se disseminou muito a ideia de que o transporte público contamina e vimos que este efeito foi mais sentido na América do Norte e América Latina. Já na Europa foi ao contrário: cresceu o sentimento de que o transporte coletivo é saudável para as cidades e vai ajudar a recuperar o ambiente urbano a se tornar mais resistente à novas contaminações ou desequilíbrio por uma pandemia. Ao mesmo tempo, a questão de um aumento de modais alternativos, com os compartilhados ainda em cenário um pouco incerto, já que as pessoas estão com receio de compartilhar a carona – embora haja um sentimento em retomar esse tipo de transporte. Também um aumento no uso de bicicletas e uma tendência ao transporte ativo. Resumindo, o cenário é outro, a cidade é outra e o transporte vai precisar se preparar para uma nova realidade, sem dúvida nenhuma. Fabiano: Muito bem, uma boa análise inicial do tema. Nesta visão do transporte público, temos vistos cenas de lotação, com picos de uso aqui no Brasil. O que seria, então, o gerenciamento do pico de acesso do transporte público e que tipos de ações os governos e a iniciativa privada podem tomar para colaborar nesta questão? Eleonora: Vou resgatar o estudo que a UITP fez ano passado e que envolvia 32 organizações de todo o mundo. Fizemos uma análise do porquê o gerenciamento do transporte é uma política pública importante. Em pleno processo de pandemia, dividimos as cidades em três grupos: aquelas que nada fizeram porque acharam que tudo retomaria ao que era a qualquer momento; aquelas que reconheceram a mudança, mas não identificaram que tipo de política pública deveriam fazer (+60% das cidades); e quem já entendeu que tudo mudou e já partiu para a frente na elaboração das políticas, com investimentos em digitalização e na infraestrutura, em ações de governança para modelos de negócio que entendam que os sistemas estão muito vulneráveis e dependentes das receitas geradas pela demanda, em tecnologias verdes, muito menos impactantes como a eletrificação e no gerenciamento de demanda. Se buscarmos em documentos dos anos 1950, já se falava disso. Uma sugestão para que cada categoria profissional entrasse em um horário diferente no trabalho. Escritórios, fábricas, escolas, cada um no seu horário. Tudo isso na tentativa de amenizar o pico, buscando uma distribuição da demanda durante o dia, o que vai custar muito menos investimento em infraestrutura ou frota, além de benefícios nos custos operacionais. Mas era muito difícil obter esse escalonamento de horário amplo, seja como política pública, seja na imposição, sobretudo porque a grande maioria das viagens era em cadeia: a mãe que levava o filho na escola, que seguia para o trabalho e retornava para pegar o filho de volta antes de ir para casa. O que a gente vê hoje com essa nova dinâmica da vida das pessoas, com os teles sendo realidade, essa visão regulatória e de gerenciamento se torna muito mais real. Ou seja, amenizar aquela grande concentração de pessoas – o que requer políticas públicas –, é possível como é o caso de Milão. A cidade italiana implementou isso ao final de dezembro e tem funcionado. Claro, ainda com restrições, a cidade tem diversas restrições de funcionamento, mas o que a gente vê realmente é a unificação deste gerenciamento de demanda – tanto do ponto de vista operacional, como associado a outros investimentos em informações ao passageiro e sistemas de metrô com pré-booking: você reserva o horário que pretende ir e verifica a ocupação dos veículos para poder escolher qual está mais vazio. Essa flexibilidade na rotina das pessoas aliada a uma tecnologia que permita fazer, de fato, esse gerenciamento – estimulando as pessoas a se beneficiar disso – é o que a gente tem visto como uma das grandes tendências do transporte. Uma aliança entre a política pública, com as cidades intervindo e impondo regras; o investimento do operador, que vai ter de informar qual o melhor horário para você viajar; e a adaptação ao novo estilo de vida do cliente, que vai querer um transporte mais vazio e adequado a sua nova realidade. O gerenciamento de demanda veio para ficar, mas temos de falar um modelo de gerenciamento unificado de mobilidade. É algo fundamental para que a cidade funcione, com os operadores falando a mesma linguagem, com a mesma regulação. Essa unificação dos sistemas, que sempre foi determinante para o bom funcionamento do transporte público, começa a se tornar obrigatório se o setor quiser realmente sobreviver a longo prazo, principalmente em países em desenvolvimento como o Brasil. Fabiano: Muito interessante isso e nós vemos o quanto a gestão disso se tornará complexa. Poder público e iniciativa privada juntos, cada um com o seu papel. Eleonora: Sem dúvida, teremos que ter uma gestão pública muito clara do que quer para a cidade. Sem regras, cada um vai correr para um lado. O operador tem que seguir essas regras, mas naquele modelo unificado, que vai além da infraestrutura em si e passa pela questão de dados, por exemplo. Compartilhamento de dados: como vamos fazer essa gestão? Quem será o proprietário destes dados para compartilhar e conseguir obter esse gerenciamento único e essa oferta única de transporte? Temos de incluir a unificação dos pagamentos também. E isso nos aproxima das plataformas de Mobility as a Service, a mobilidade como serviço. Algo que parecia ficção científica há pouco tempo, que diziam que faltaria governança unificada do operador público e do privado, principalmente no Brasil, onde temos várias esferas de poder. Então, tem esse desafio. A partir do momento que conseguirmos unificar esses dados e criar regras para esse compartilhamento, para regulação, gerenciamento e controle disso, poderemos ter êxito. Mas este é um cenário que tem de ser trabalhado imediatamente, visto que está dependendo a sobrevida de nossos sistemas de transporte – deixando de lado a questão dos financiamentos. É esse o ponto que você tocou: a questão do público e do privado, todo mundo junto, e alguém regulando tudo isso. Fabiano: Então eu quero aproveitar o gancho que você deixou, a mobilidade como serviço – e eu gostaria que você comentasse este conceito – e como ele vai ajudar a melhorar a qualidade do transporte público nas cidades. Eleonora: A mobilidade como serviço é a unificação de um ecossistema totalmente aberto hoje, com operadores públicos e privados, de transporte de massa e individual – carros, bicicletas e táxis, por exemplo. A partir deste momento, com todo mundo em uma única plataforma, isso vai permitir que o cliente –eventualmente em um processo de dificuldade econômica e sem alternativa de transporte –, possa escolher qual a melhor combinação de modais. No entanto, já vimos antes no Brasil que em qualquer melhora da economia, temos uma queda muito grande no volume de passageiros. Mesmo no transporte público individual, como os táxis, vemos uma perda de passageiros que, muitas vezes, vai preferir se juntar em grupos para ter um serviço porta a porta. E temos de ver o que o nosso cliente quer: um serviço porta a porta, da maneira mais econômica e alguém que oferte isso numa única plataforma. Que consiga integrar informações em tempo real, meios de pagamento e todo o sistema de oferta de mobilidade da cidade: desde a bicicleta, o carro compartilhado, a vaga, se você vai fazer a sua principal distância no metrô ou de ônibus... Então, estamos falando de informação em tempo real e de todos os sistemas urbanos e meios de pagamento em uma única plataforma – com vários provedores públicos, privados, contratados, juntos e competindo em preço e qualidade de serviço em um lugar só. Esse vai ser o pulo do gato. Além de ter uma eficiência dos sistemas – e, talvez, os operadores tenham de reduzir os números agora para ganhar todos juntos ali na frente –, as cidades vão entender que deverão ter um marco regulatório bastante claro. É importante ter as regras do jogo para essa unificação funcionar. Fabiano: Dando continuidade, tudo isso vai demandar muita tecnologia já que estamos falando de geração de dados o tempo inteiro. Este será o papel da tecnologia no setor dos transportes de passageiros a partir de agora? Eleonora: Sem dúvida! Não é possível imaginar a sociedade sem tecnologia. Já falamos de 5G, blockchain, uma série de novas tecnologias que estão engatinhando no transporte público, mas a partir do momento que elas entrarem mais fortemente, não terá como reverter esse processo. Já o início da pandemia representou um salto para o setor de transporte na questão de investimentos em novas tecnologias. Da noite para o dia, as grandes cidades se viram literalmente obrigadas a fazer estes investimentos para poder manter a demanda mínima de passageiros, informando o status do serviço e meios de pagamento online, algo que não existia em muitos lugares. Se formos falar no ciclo inteiro: planejamento de transporte e grade operacional, isso é um mundo de tecnologia que, se não investirmos nessa eficiência no planejamento do transporte, seguramente vamos ter enormes desperdícios – o que não será mais aceito por ser uma questão de sobrevida do setor. Somado a novas soluções de mobilidade, que passa necessariamente pelo on demand, um meio de transporte quase porta a porta, onde se escolhe o local de embarque – com ensaios bem sucedidos no Brasil –, e que traga uma eficiência operacional muito grande. Depois disso, o famoso pricing, que seria a tarifação flutuante, algo que a gente ainda não explora, mas a tecnologia hoje já nos permite. Explorar a lei da oferta e demanda e regular os preços de acordo. O processo de digitalização muito forte, é outra etapa. E, para encerrar este ciclo, a informação ao passageiro, que é fundamental e que, agora, traz novos elementos que são as questões sanitárias e de lotação. Tínhamos exemplos disso em uso, inclusive na cidade de São Paulo, um sistema que indicava a lotação do metrô. Mas agora, a ideia é gerenciar a vontade do passageiro em estar ou não naquele meio de transporte. A informação se torna algo determinante neste momento por outras questões que não estavam sendo atendidas anteriormente. Fabiano: Toda essa conversa remete a um futuro que já começou a ser construído. Eu vou convidar você a viajar até 2050 e imaginar um mundo com 70% das pessoas morando nas cidades, conforme previsão da ONU. O que vai ser a mobilidade urbana em um mundo tão cheio de gente? Eleonora: Bem, se eu vou viajar mesmo e você vai me dar o direito de sonhar, primeiro eu sou muito otimista. E essas tendências aceleradas pela pandemia têm feito as pessoas repensarem a vida nas cidades. Então, espero que tenhamos mais espaços nas cidades. Claro, este sonho precisa de regulação e de estímulo econômico sobretudo para acontecer – ou a gente corre o risco de ser apenas uma visão futurista e chegaremos em 2050 e estarmos discutindo a mesma coisa. É preciso sair do plano da discussão e se tornar realidade. Tem a questão do verde. Termos cidades e os seus sistemas de transporte muito menos poluentes, menos agressivos ao meio ambiente. De fato, é uma questão predominante que a sociedade tem demandado. Eu costumo brincar dizendo que há 20 anos ninguém falava em mobilidade e o transporte era uma coisa que pouco entrava na agenda política: todo mundo falava de educação e saúde. Hoje, as autoridades, governos e candidatos já incluíram o tema na pauta. Então, como isso está na agenda da sociedade agora e estará nos próximos anos, eu desejo um transporte muito mais inclusivo ambientalmente. E da tecnologia ninguém escapa. Eu me lembro que 10 anos atrás, em uma conferência de bilhetagem, falavam sobre meios de pagamento por celular e alguém levantou a mão e disse que, como a maioria das sociedades é pobre – realmente, a penetração dos smartphones nas classes CDE era de 15% naquela época –, ninguém teria aquele tipo de aparelho porque era muito caro. E isso não se confirmou. O que vimos foi uma explosão dessas tecnologias. Muitas delas vieram para ficar e a democratização delas vai permitir a gente viva a experiência, de fato, de um transporte público mais eficiente. E, com isso, teremos uma sociedade mais diferente. A vida nas cidades com um padrão de mobilidade bem diferente do atual. Eu imagino que isso que estamos vivendo pelo segundo ano, de poder escolher os horários de viagem e não ter essa determinação rígida feita pelo sistema, vai permanecer. Então, em 2050, eu me imagino em um veículo elétrico, absolutamente silencioso, com baixas emissões de gases, em uma cidade muito mais limpa, escolhendo o horário em que eu vou viajar, uma viagem completa e unificada, que me permita escolher várias alternativas de transporte. Temos de começar a trabalhar hoje para alcançar isso, mas, de fato, eu gostaria de encontrar estes quatro blocos: a flexibilidade da viagem, veículos tecnológicos, meios de transporte mais limpos e uma total adequação à esta realidade que parece estar se perpetuando para os próximos anos. Fabiano: Muito bem! Então, o futuro da mobilidade tem de ser mais verde, mais eficiente e híbrido, com várias soluções integradas em uma plataforma só. E com muita alta tecnologia por trás, certo? Eleonora: Sim e teremos uma tecnologia espalhada pela sociedade, de uma forma muito mais inclusiva do que é hoje. E seguramente veremos isso mais rapidamente. Fabiano: Bem, Eleonora, muito obrigado. Infelizmente temos que terminar este podcast. Hoje falamos com Eleonora Pazos, Head do escritório da UITP na América Latina, sobre Mobilidade urbana em tempos de pandemia. Eleonora, muito obrigado pela entrevista e por nos ajudar a entender um pouco melhor sobre o impacto de tudo isso que está acontecendo em especial na mobilidade urbana. Eleonora: Muito obrigado, foi realmente muito divertido. Fabiano: Então é isso, espero que você também tenha gostado deste podcast, curta bastante e compartilhe este e outros conteúdos relevantes sobre soluções de tecnologia e infraestrutura digital que postamos no blog INSIGHTS, no site da green4T, e também em nossas mídias sociais. Muito obrigado e até o próximo episódio!
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Sustentabilidade & Eficiência energética
A importância da TI verde
Mar de 2021
A era digital e a agenda ambiental têm exercido uma forte pressão sobre a indústria de TI. Se por um lado, empresas e organizações clamam por mais capacidade dos data centers – em razão do aumento exponencial da geração de dados –, por outro, ambientalistas têm observado mais atentamente como o setor vem buscando reduzir a sua pegada de carbono. Portanto, ser mais eficiente e mais "verde" é a ordem do dia para quem vive de processar dados. Levantamento recente da ONG Greenpeace revela que a indústria de TI consome cerca de 7% da energia elétrica produzida no planeta. Outro dado indica que o setor responde também por 1,4% das emissões de gases do efeito estufa. O índice pode ser considerado baixo, mas cabe um alerta. Se na comparação entre setores, um voo transatlântico ida e volta gera carbono equivalente a 50 anos de uso de um smartphone, é verdade também que apenas 10% da população mundial atravessa os oceanos de avião. Enquanto 80% das pessoas no planeta usam um telefone celular inteligente todos os dias. A diferença na pegada de carbono ainda é grande, mas vale destacar que a digitalização da economia é um fenômeno irrefreável e de crescimento acelerado. Por isso, o alerta é válido.
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Infraestrutura Digital
Cloud privada: benefícios e aplicações - Episódio 13
Mar de 2021
Olá, seja bem-vindo ao greenTALKS, mais um canal de comunicação e conteúdo da green4T. Este podcast está disponível no Spotify, em nosso canal no YouTube e também em nossas mídias sociais. Me chamo Fabiano Mazzei e sou jornalista na green4T. Esta é a décima terceira edição do podcast e o assunto de hoje é Cloud Privada – benefícios e aplicações de uma solução que vem ganhando destaque na indústria de TI. Esta é uma edição especial do podcast onde contaremos com três especialistas para comentar o tema. A gente começa com Carlos Eduardo Chicaroni, Gerente de Soluções de Tecnologia na green4T, com Carlos Eduardo Dumard, também Gerente de Soluções de Tecnologia no grupo, e Leonardo Andrade, Arquiteto de Infraestrutura de TI. Fabiano: Pessoal, muito obrigado pela presença de vocês todos aqui no podcast. Carlos Eduardo Chicaroni: Obrigado, Fabiano, a gente que agradece mais uma vez em estar aqui com o time e, em especial, essa edição com os três juntos, os senhores do "porão da tecnologia", isso é muito sensacional! Carlos Eduardo Dumard: Fabiano, agradeço mais uma vez a oportunidade de participar do podcast, e é uma honra estar aqui com estas mentes, Cadu Chicaroni e Leonardo Andrade. Muito obrigado! Leonardo Andrade: Satisfação, Fabiano, em participar do nosso podcast e encontrar nossos grandes amigos aí, os "Cadus". Fabiano: Maravilha! E já que você, Léo, é o estreante, quem começa respondendo é você: na sua visão, qual é o conceito da 'cloud privada'? Leonardo: Perfeito. Eu identifico que o mercado ainda possui algumas dúvidas sobre o que realmente significa este termo, como a nuvem privada é composta, qual o tipo de arquitetura, suas características e o que a define. Na minha visão, a nuvem privada é um dos modelos possíveis – e, no meu ponto de vista, um dos melhores para se trabalhar com a computação em nuvem – porque este modelo nos promove maior exclusividade, capacidade, personalização, fornece uma opção de trabalhar com uma computação de alto desempenho na nuvem e possui maiores requisitos de segurança para o cliente. Mas essas características também são valores de nuvens públicas? Se olharmos superficialmente, num primeiro momento diríamos que sim. Entretanto, quando a gente se aprofunda um pouco mais tecnicamente e analisa os detalhes com mais calma, a gente percebe que as ofertas padrão de nuvem pública não coadunam com as premissas que compõem a classificação de uma nuvem privada. A nuvem pública tem alguns valores parecidos mas não chega a atender a requisitos muito específicos. Essa é a minha visão do conceito de nuvem privada. Dumard: Só fazendo um adendo a essa visão do Leonardo, a nuvem privada – apesar de conter o termo "privado" – não especificamente precisa estar em um ambiente on premise. Pode estar em um ambiente off premise desde que os recursos destinados para aquele objetivo sejam privativos. Ou seja, para aquele determinado cliente ou infraestrutura de cloud, digamos assim. Fabiano: Muito bem, vamos para a segunda pergunta então: quais são as vantagens do modelo e em quais circunstâncias este modelo é mais adequado, é melhor aplicado? Vamos começar com você, Chicaroni? Chicaroni: Bom, a nuvem privada traz uma série de vantagens sobre a nuvem pública. No meu modo de ver – e depois a gente consegue falar aqui com o Léo e com o Cadu Dumard para enriquecer essa visão – a nuvem privada começa dando maior sustentabilidade ao nosso ambiente, uma vez que está on premise, a gente obtém maior controle e não só do teu recurso; a gente garante toda a performance que precisa para operação daquele negócio; garante um maior nível de segurança, uma vez que a gente não está compartilhando essa infraestrutura com absolutamente ninguém, que é o que acontece na nuvem pública. Você está comprando um serviço, um espaço dentro de um servidor – a gente não pode esquecer que uma "nuvem" nada mais é que um bando de servidores rodando hypervisors distintos – compartilhando recursos com outros clientes. Então, quando a gente tem isso "dentro de casa", a gente consegue cercar esses assuntos de uma maneira muito eficaz. É ter total controle do teu ambiente, entregando todas as facilidades que uma nuvem pública entregaria: como entregar recursos, escalabilidade, elasticidade – porque a sua infraestrutura vai ser dimensionada para rodar o que você precisa mais um recurso de folga e, então, no período sazonal você consegue entregar mais serviço, mais capacidade de processamento e armazenamento, e depois, quando isso não é mais utilizado, você retorna isso para dentro de um pool para ser usado em um outro momento. Dumard: Então, uma das vantagens também do modelo de se iniciar com uma cloud privada é você promover efetivamente o que a gente chama de "Cloudfication" da infraestrutura: partir de um modelo quiça virtualizado, mas ainda não com uma aderência tão completa em cima de um ambiente de cloud, com gestão de recursos no modelo de cloud, é uma vantagem e já prepara a tua infraestrutura para trabalhar de maneira híbrida. Inclusive multicloud. Aliás, seria legal fazer um adendo: hoje muito se pergunta o que seria hybrid cloud, multicloud e cloud. Quando a gente fala de multicloud, a gente se refere a clouds distintas. Hybrid cloud é sobre uma interoperabilidade entre estes ambiente de cloud. Então, você iniciar com uma cloud privada já facilita e te prepara um caminho para se partir para um ambiente hybrid ou multicloud. Chicaroni: Pegando o seu gancho, então, a gente tem muitas soluções de edge. Com a nuvem privada, a gente consegue trazer essa infraestrutura, essas facilidades e a gente começar a trazer o legado para dentro dela – fazer essa migração paulatinamente – e, aí, soluções que a gente tem de trabalhar com edge, a gente expande esse conceito da nuvem, mantendo ela privada, mantendo nossas infraestruturas e conectividade, mas lá na ponta eu começo a ter isso de forma híbrida: eu tenho o on premise lá na pontinha, eu tenho a nuvem privada tomando conta de tudo e aí a gente faz essa interligação. É mais ou menos isso que você está falando, Dumard, certo? Dumard: É exatamente isso. A cloud privada pode coexistir em todas essas infraestruturas híbridas que uma empresa ou instituição detenha, tanto em edge como no core, enfim. Ela permeia toda essa infraestrutura de tecnologia sendo efetivamente um ambiente híbrido. Fabiano: Dumard, aproveitando então o seu gancho, quais seriam esses benefícios da nuvem privada para uma infraestrutura híbrida? Dumard: Eu acho que, hoje, pensar de maneira híbrida é fundamental. A gente fez um podcast que, inclusive, a gente comentou sobre este tema (Clique aqui para acessar o Episódio 10 – Infraestrutura Digital – Carlos Eduardo Dumard) e o benefício é justamente este: uma vez que você viabilizou o seu caminho para uma infraestrutura de nuvem privada, trabalhar com infraestruturas híbridas facilita a coexistência e interoperabilidade entre estes ambientes, como o transbordo e a estruturação de resiliência em cima desse modelo de infraestrutura. Então, os benefícios de se trabalhar com uma infraestrutura híbrida – estruturada com um modelo de cloud – traz velocidade, escalabilidade e resiliência para as operações de TI. Leonardo: Concordo com a visão do Dumard e do Chicaroni, e gostaria de frisar para quem nos acompanha é que uma das características principais deste modelo é o isolamento de recursos. Óbvio, pode haver a disposição de alguns serviços de forma pública – para a internet ou atender requerimentos de parceiros e clientes –, contudo, toda a gestão de uma nuvem privada é isolada. E você consegue a partir disso mitigar alguns problemas de segurança, atender alguns requisitos interessantes e importantes para os setores. Nada impede que você consiga mesclar o seu modelo – infraestrutura tradicional, nuvem privada, pública, contudo, mantendo o isolamento dessas camadas, desses ambientes. Isso é importante frisar. E a cloud privada já nasce com esse viés da segurança, personalização, isolamento. Ela tem um planejamento diferenciado. Fabiano: Para aproveitar esse seu gancho então, Leonardo, tem essa dúvida muito comum: o que é mais seguro, nuvem pública ou privada? Como é que você pode ajudar quem nos acompanha a entender isso melhor? Leonardo: Excelente colocação, Fabiano. As nuvens privadas são mais seguras. Como podemos afirmar? Existe um planejamento, uma arquitetura, ela atende a determinadas normas que a nuvem pública pode atender também, contudo, elas deixam de ser uma oferta padrão. Por isso, são menos atrativas do ponto de vista financeiro. E existe um outro ponto dentro disso. Quando o planejamento está sendo feito, se pública ou privada, é preciso ter em mente que a cloud pública é uma nuvem de terceiro: não foi desenvolvida junto com você. É uma oferta padrão de um player que está fazendo o provimento dos recursos, o que pode mudar de acordo com as regras dele, dependendo do país onde estiver, conforme as normas governamentais, institucionais e jurídicas do país. Pegando o gancho no comentário do Dumard, de contar com este serviço dentro de casa ou de um parceiro como a green4T, ele vai ter todo este planejamento junto conosco. Nós vamos entender o negócio do cliente, de suas necessidades, das normas locais de segurança que ele tem de cumprir. Então, ele terá maior confiabilidade neste aspecto, o que eleva bastante o patamar de segurança, ao contar com um controle maior do que está acontecendo e não de algo que está super distante. A nuvem privada não precisa estar dentro de casa, embora tenhamos a questão do Cloudfication, mas a diferença está nisso: a segurança de se estar assistindo o que é feito e na outra opção, de apenas confiar de que alguém fez. Chicaroni: Eu só queria pegar um gancho aqui do Léo que ele explanou muito bem e que é extremamente importante: na nuvem pública você está partilhando o seu ambiente e você pode ter feito tudo certo para se proteger, mas e o meu vizinho? Não é incomum você encontrar relatos na internet sobre a empresa que foi vazada, foi hackeada, porque o vizinho do lado não estava protegido. O hacker conseguiu o acesso por esta empresa e acabou entrando no meu contêiner lá na nuvem pública. Leonardo: É uma oferta padrão. Se você tem um sistema de gestão de segurança e o provedor da nuvem sofre uma violação de segurança, isso afetará todo mundo e a chance disso acontecer é muito grande. A nuvem pública não é personalizada: não foi pensada especificamente para aquele cliente, mas para atender de uma forma global. Então, isso é muito importante: o pessoal precisa ter essa consciência no momento da escolha. Imagine uma instituição pública ou financeira – cada qual com seus níveis de segurança requeridos – como vai poder confiar? Isso tudo precisa ser considerado. Não adianta o provedor ser certificado. É preciso contar com um especialista, um arquiteto desenhando a solução de ponta a ponta considerando exatamente isso. Quem me garante a segurança do acesso físico ao data hall em um provedor público, por exemplo? Eu não estou vendo, vou ter de confiar apenas, por serem certificadas ou serem provedores de renome. Mas já vimos isso acontecer com essas grandes empresas também. Chicaroni: Este é outro ponto importante. Em um provedor público, os especialistas estão atendendo mais um X número de outros clientes. Ou seja, você é mais um na fila, com um número de priorização e ele não será elevado se quem estiver acima for maior do que você. Estes são fatores que precisam ser levados em consideração na hora de decidir quanto a nuvem pública ou privada e, no meu ponto de vista, a segunda opção sempre sairá ganhando. Não tem como. Fabiano: Maravilha. Bem, para terminar, já que estamos caminhando para o final do podcast, quais setores econômicos e organizacionais se beneficiariam mais com a adoção da Cloud Privada? Dumard: Fabiano, eu acho que hoje muitas organizações se perguntam se devem estruturar uma cloud privada ou pública. E como eles comentaram, é preciso se considerar diversos fatores como segurança e arquitetura. Estar na cloud pública – mesmo que de um grande provedor – não significa estar seguro ou que se tenha todo o arcabouço necessário para garantir a sua infraestrutura. Diante de todos os benefícios da cloud privada, acho que todos os setores e organizações se beneficiam da adoção deste modelo. Primeiro, porque traz toda essa questão da resiliência que comentamos ao longo deste podcast e a capacidade de trabalhar com recursos com escalabilidade mais rápida. Há uma quebra de paradigma de se trabalhar com uma infraestrutura dedicada e começa a estruturar a área de tecnologia de forma muito mais elástica, móvel, que permite trabalhar com sazonalidade de recursos com maior gestão sobre eles – para mensurar o custo de cada um deles ou destinado a determinado departamento ou área da empresa. Os benefícios são esses: ter resiliência e mobilidade entre infraestruturas distintas – quando você já promoveu a Cloudfication –, além de ter essa escalabilidade com maior controle sobre os recursos e os investimentos sobre eles. Chicaroni: Concordo com o Dumard. Acho que todo mundo tem como se beneficiar ao adotar uma cloud privada, mas sempre levando em consideração que tipo de serviço eu vou rodar nessa estrutura. Se estivermos falando de uma instituição que precisa muito de virtualização de desktop para fazer a entrega dele ao cliente ou colaborador remoto – ainda mais em tempos de pandemia –, é interessante você ter isso dentro de casa e sob o seu controle, gerenciando os seus próprios recursos. Faz todo sentido. Isso coloca na discussão um leque gigantesco de instituições, desde pequenas empresas que têm soluções de desktop virtualizado – e não precisam ser as mais consagradas do mercado – até bancos, por exemplo, que fazem essa entrega ao cliente remoto. Porque você consegue ter mais segurança, consegue controlar melhor a sua máquina virtual de uma maneira mais eficiente. E isso, dentro de uma cloud privada, é o caminho. Leonardo: Concordo, perfeito. É aquela questão que conversamos bastante, do controle do fluxo de dados: por onde vai passar, quem observa, quem tem acesso ao ambiente para eventuais suporte e manutenções, tudo isso precisa ser extremamente considerado. E eu tenho a convicção de que o modelo de nuvem privada é muito forte neste sentido. É isso, o pessoal precisa saber o que vai colocar (na nuvem), qual o tipo de negócio, a necessidade e, a partir daí, fazer toda a estruturação, toda a engenharia, considerando as características mais singulares de cada cliente. Este é o ponto "matador" da nuvem privada. Fabiano: Muito bem. Senhores, infelizmente o tempo do podcast acabou, mas acredito que tenhamos conseguido tirar as dúvidas a respeito do modelo, suas aplicações e da necessidade de se entender o negócio antes de se definir que tipo de cloud vai se implementar. Acho que conseguimos cumprir a nossa missão de comunicar isso com este podcast. Eu conversei aqui com Carlos Eduardo Chicaroni, Gerente de Soluções de Tecnologia na green4T; Carlos Eduardo Dumard, também Gerente de Soluções de Tecnologia na empresa; e Leonardo Andrade, Arquiteto de Infraestrutura de TI. Chicaroni, foi um prazer mais uma vez, muito obrigado pela presença. Chicaroni: O prazer foi meu, Fabiano, estamos às ordens aqui. Fabiano: Dumard, hoje foi sem backing vocal como no outro podcast (risos), obrigado pela sua presença. Dumard: Obrigado! Verdade, hoje foi sem, obrigado e um abraço a todos. Fabiano: Leonardo, parabéns, grande estreia, espero contar com você mais vezes aqui no podcast, obrigado pela sua presença. Leonardo: Eu que agradeço, satisfação, pode contar comigo sempre. Grande abraço a todos. Fabiano: Muito legal, muito obrigado. Então é isso, convido você a continuar a acompanhar o nosso podcast e também outros conteúdos relevantes sobre a tecnologia da informação no blog INSIGHTS, no site da green4T. Nós esperamos que tenha gostado desta edição. Muito obrigado e até o próximo programa!
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Transformação Digital
A transformação digital da indústria de óleo e gás
Mar de 2021
Com a consolidação da pauta sustentável na agenda econômica mundial, um dos setores produtivos mais rentáveis e tradicionais – o de óleo e gás – está buscando a sua reinvenção a fim de garantir um espaço no futuro que tende a pertencer às fontes renováveis de energia. Uma reformulação que passa necessariamente pela implementação maciça de tecnologia. Inteligência artificial, internet das coisas, computação de borda, aprendizado de máquina, cloud computing e outras tantas abordagens tecnológicas vêm ganhando espaço no dia a dia das grandes companhias do setor, graças à importância que têm na busca pela máxima eficiência, produtividade e na proteção ao meio ambiente. É a Transformação Digital modificando os processos produtivos e de gestão de uma categoria industrial trilionária.
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Infraestrutura Digital
Como alcançar a máxima disponibilidade da infraestrutura de TI - Episódio 12
Fev de 2021
Olá, seja bem-vindo ao greenTALKS, mais um canal de comunicação e conteúdo da green4T. Esse podcast está disponível no Spotify, em nosso canal no YouTube e também em nossas mídias sociais. Me chamo Fabiano Mazzei e sou jornalista na green4T. Esta é a décima segunda edição do podcast e o assunto de hoje é Como alcançar a máxima disponibilidade da infraestrutura de TI. Vamos entender a importância das soluções de Serviços Continuados para garantir a continuidade das operações de TI nas empresas neste momento crítico de alta demanda e acelerada transformação. E o nosso convidado para explicar tudo isso é Samuel Carvalho, Gerente Executivo de Serviços Continuados na green4T. Fabiano: Olá Samuel, muito obrigado pela presença! Samuel Carvalho: Boa tarde, Fabiano, tudo bem? Primeiro agradecer a oportunidade de falar aqui sobre Serviços Continuados. Vamos lá. Fabiano: Vamos sim. Samuel, para as empresas que têm na tecnologia o centro do negócio, minimizar o risco de indisponibilidade da operação é essencial. Neste sentido, como evitar o chamado "downtime", ou melhor, como garantir o máximo de disponibilidade das infraestruturas de TI? Samuel: Contextualizando um pouco sobre isso, com a Transformação Digital nas empresas, organizações e até mesmo na população, cada vez mais os ambientes de TI precisam ter a garantia da disponibilidade operacional. E, para isso, a infraestrutura física destes ambientes – por meio dos subsistemas de energia, climatização, a parte civil e a segurança – precisa operar 24/7/365, sem interrupções não programadas. Então é isso que o Serviços Continuados garante: o foco é maximizar a disponibilidade da infraestrutura de TI, trazendo segurança e tranquilidade aos clientes. E como garantimos isso? Nós na green4T temos uma plataforma, um sistema de gestão integrada onde todos os processos e a gestão do contrato são unificados. Então, por exemplo, quando você tem indisponibilidade operacional em um banco por 30 minutos, uma hora, isso traz um impacto muito grande! Seja para o usuário que tenta acessar o aplicativo, seja para quem queira fazer uma aplicação financeira, o impacto é imensurável. Em Instituições públicas ligadas à saúde, por exemplo, neste momento da pandemia de Covid-19, uma indisponibilidade operacional pode resultar em um atraso na campanha de vacinação ou mesmo no processo de internação em um leito de UTI, então, é um impacto muito significativo à sociedade. Fabiano: É, de fato este é um assunto muito sensível para as empresas e organizações. Samuel, você comentou sobre Plataforma ou Sistema de Gestão Integrada. Poderia nos explicar melhor esta solução? Samuel: Essa plataforma de gestão integrada permite o gerenciamento real time da infraestrutura de TI, garantindo para o cliente uma gestão e governança de todos os subsistemas. Qual o benefício que este sistema traz? Ela permite a gestão de todas as ordens de serviço: o cliente consegue acompanhar todos os chamados que estão sendo realizados, os que já foram concluídos e, no final, ele valida esse atendimento. Essa plataforma ajuda também na gestão de ativos. O cliente possui todos os ativos cadastrados nesta plataforma e fazemos a gestão do chamado MTBF (do inglês, Mean Time Between Failures), que é o tempo médio entre as falhas destes equipamentos, planejar futuras trocas de peças que tenham tempo de vida útil, ou seja, a gestão de todo este parque de equipamentos fica acessível ao cliente a qualquer momento. Uma outra funcionalidade é a base de dados e conhecimento. Toda a documentação, manual de fabricante, desenhos técnicos e algumas instruções operacionais para manutenções do dia a dia também ficam acessíveis ao cliente na plataforma. E, por fim, tem o gerenciamento do contrato: por meio da plataforma, o cliente consegue extrair vários KPIs, seja de desempenho, de quantidade de ordens de serviço, de modalidade da prestação do serviço – se é um item preventivo ou corretivo –, então, o cliente tem a gestão de toda a sua infraestrutura de TI a qualquer momento e em real time. Fabiano: Entendi. Samuel, quais seriam os desafios mais frequentes para a implantação do Ongoing, por exemplo, nas empresas e organizações? Samuel: Os desafios são vários, Fabiano, e para elencar alguns mais críticos, o primeiro deles é que muitas das empresas estão posicionadas em regiões geográficas diversas: no Sul, Norte, Centro Oeste. Por isso, é essencial a capilaridade de atendimento. Atualmente, temos técnicos posicionados em 25 estados brasileiros, o que nos permite chegar muito rápido às instalações dos clientes para realizar o atendimento. Um segundo ponto é a parte de spare parts, de sobressalentes. Além de ter uma equipe capacitada a realizar o atendimento, nós precisamos ter os componentes que fazem parte dos equipamentos para eventuais trocas em situações não programadas. Atualmente, temos mais de 20 milhões de spare parts distribuídos – a grande maioria nos grandes centros como São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília e Minas Gerais, e em locais estratégicos como Recife, Salvador, Rio Grande do Sul – para conseguir atender o cliente final no menor tempo possível. Outro desafio que é muito importante é contar com uma equipe técnica especializada capacitada na ponta. Nós temos estes técnicos distribuídos nos 25 estados brasileiros treinados e com o ferramental adequado para poderem atender a situações de crise. Temos planos de manutenção preventiva customizados para cada data center, totalmente aderente 100% à instalação física do cliente. Temos também equipamentos específicos para análise e diagnóstico e, um ponto importante, somos certificados na parte de gerenciamento e serviços pela ISO 9001, o que permite a padronização dos nossos processos em toda a região geográfica brasileira. O que vale dizer que um contrato gerido no Sul, no Norte ou no Nordeste nós conseguimos padronizar e atender da mesma forma. Um outro item a ser considerado é que estamos no Brasil, o país com a maior incidência de descargas atmosféricas do mundo, algo em torno de 77,8 milhões de raios por ano (Dados: Inpe). Então, nós temos também um monitoramento destas tempestades na central de operações em São Paulo, que acompanha estes estados e ambientes para que, caso tenha algum indício de tempestade prevista, nós possamos a posicionar preventivamente uma equipe técnica no cliente para podermos atuar mais rápido caso tenha algum problema no sistema de energia. Fabiano: Maravilha, de fato, é um país tropical e muito exposto a essas alterações climáticas repentinas e isso é muito importante. Vamos falar sobre essa atuação mais a nível de software. Como as empresas e organizações podem aumentar a eficiência de suas infraestruturas de TI e protegê-las de eventuais interrupções de funcionamento? Samuel: Bem, voltado para essa parte de monitoração afim de evitar uma indisponibilidade operacional nós temos um serviço que é o Online. É uma plataforma digital de serviços para a monitoração remota dos ambientes de TI. A mesma central em São Paulo faz o monitoramento de todos os dispositivos, os IoTs presentes nos data centers. E o que isso traz de benefício? Primeiro ponto: minimizar o gap de tempo de reparo. Imagine que seja o cliente que faça essa monitoração: caso tenha um problema, ele tem de identificar a origem deste alarme, ligar para a nossa central de operações ou abrir um chamado pela plataforma de gestão integrada. Essa informação é recebida pela central que vai, então, entrar em contato com um técnico para que ele se desloque até o data center. Então, temos todos estes pontos de intersecção até realizarmos o atendimento. Quanto o cliente possui o Online, todo este gerenciamento é realizado pela green4T. A nossa central monitora esse data center junto a nossa equipe, habilitada e preparada para gestão de crise. Caso tenha um alarme, vamos imediatamente ao atendimento sem os gaps que existem nessa interação com o cliente. Essa condição nos traz um outro benefício que é diminuir o risco de agravamento de um potencial incidente. Por exemplo, um data center que apresente uma elevação de temperatura. Com o Online, nós deslocamos a equipe técnica de imediato e reestabelecemos o sistema de climatização, evitando tanto o downtime quanto uma possível queima de um equipamento de TI que tenha alto valor agregado. Atrelado a isso também, Fabiano, temos uma otimização do custo. Quando o cliente faz essa monitoração, ele precisa de um NOC: uma central dele 24x7 para realizar esse trabalho. Precisa ter um plantão para este NOC acionar em situação de crise de madrugada ou aos finais de semana, por exemplo. Como nós já temos uma central de operações e uma equipe habilitada, acaba otimizando o custo do cliente em ter uma estrutura preparada para isso. Por conta disso, o Online traz essa tranquilidade ao cliente que, durante as madrugadas, finais de semana e feriados, pode ficar tranquilo porque nós faremos todo monitoramento e gerenciamento para ele. Fabiano: Samuel, falando de futuro agora, de que forma os Serviços Continuados poderão permanecer contribuindo com as empresas e organizações nesta missão, haja visto que existe um desafio grande pela frente que é este de aumento exponencial da geração de dados e essa demanda ainda maior por processamento. Como os Serviços Continuados vão encarar esse desafio? Samuel: Os Serviços Continuados, pensando dessa forma, tendem a crescer a sua importância cada vez mais. Porque, independente do tipo de operação do cliente – seja um data center, alguma operação de IoT & IoC, Colocation, Edge Computing e mesmo Cloud – terá uma infraestrutura física por trás dessas soluções. Então, com o crescimento delas, a infraestrutura física tende a crescer também e é aí que entram os Serviços Continuados, cada vez mais garantindo a disponibilidade dessa infraestrutura de TI para que a operação do cliente, independente da forma que aconteça, se mantenha disponível 24x7. Fabiano: Samuel, excelentes suas explicações até aqui e acredito que tenhamos ajudado a quem nos ouve a entender a relevância desse serviço – para o cliente dormir tranquilo enquanto todo esse monitoramento é feito de forma tão eficiente – sempre buscando garantir a máxima de disponibilidade nas infraestruturas de TI. Bem, nós conversamos aqui com Samuel Carvalho, Gerente Executivo de Serviços Continuados na green4T sobre Como alcançar a máxima disponibilidade da infraestrutura de TI. Samuel, foi um prazer, muito obrigado pela presença e pelas explicações e até uma próxima. Samuel: Eu que agradeço a oportunidade de falar um pouco sobre os nossos serviços, um abraço a todos. Fabiano: Eu que agradeço! Então é isso, convido você a continuar a acompanhar o nosso podcast e também outros conteúdos relevantes sobre a tecnologia da informação no blog INSIGHTS, no site da green4T. Nós esperamos que tenha gostado desta edição. Muito obrigado e até o próximo programa!
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