Líder em soluções de tecnologia e infraestrutura digital para empresas, cidades e nações
Nossos números
mais de
950
data centers
implementados no Brasil
e em 12 países da América Latina
mais de
400
IoCs implementados no Brasil
e em 12 países da
América Latina
mais de
22 milhões
de horas de Serviços
Continuados com
99,999% (Tier IV) de
disponibilidade
mais de
700
colaboradores dedicados
à operação de
ambientes de TI
mais de
R$ 3 bilhões
de projetos
entregues
nos últimos 7 anos
Nossas Soluções
Infraestrutura de TI
On & Off Premise
IoT & IoC
Solutions
Green Efficiency & IT
Perfomance Services
Serviços
Especializados
Serviços
Continuados
Available. Efficient. Sustainable.
Até 2025, o mundo produzirá estimadamente 175 zettabytes de dados, os quais precisarão do suporte de uma completa infraestrutura de TI. Com os parâmetros atuais de crescimento, o consumo energético da infraestrutura digital será o responsável por 1/5 do uso global de energia.
A green4T acredita e promove a mudança de paradigmas, atrelando os conceitos de sustentabilidade e eficiência. Por isso, a empresa criará soluções de infraestrutura de baixa impacto energético, com PUE máximo de 1,5, para que, nos próximos 10 anos, a iniciativa possa reduzir 60% da energia consumida por todos os data centers na América Latina. A energia poupada neste processo poderá causar impacto de 67 TWh - energia suficiente para iluminar 3 milhões de residências.
Insights
Sustentabilidade & Eficiência energética
Tecnologias digitais no combate às mudanças climáticas
set de 2021
Na abertura da 76ª Assembleia Geral da ONU, dia 21 de setembro, em Nova York, o Secretário-Geral da entidade, António Guterres, destacou a tecnologia como um dos vetores essenciais de transformação do futuro do planeta pós-Covid. Segundo ele, é absolutamente necessário, por exemplo, que o acesso à internet seja amplificado, chegando a todos os povos até 2030 – a fim de permitir o desenvolvimento sustentável das nações mais vulneráveis. Ao chamar a atenção para a questão da expansão da conectividade, Guterres trouxe também aos holofotes a discussão sobre o papel das tecnologias digitais no enfrentamento dos desafios do mundo depois da pandemia. Dentre as grandes e mais emergenciais tarefas para os próximos anos está a mitigação dos efeitos adversos das mudanças climáticas, diante das quais a tecnologia tem imensa contribuição a dar. Guterres pediu aos 193 chefes de Estado reunidos no encontro que fossem mais audaciosos em suas medidas e estratégias de contenção das emissões de gases do efeito estufa. Ele sugeriu ainda criação de mais empregos "verdes" ligados à sustentabilidade e economia circular, o fim dos subsídios para os combustíveis fósseis e a tributação de empresas poluentes. "Nós devemos levar isso a sério e devemos agir rápido", declarou ele na plenária. Ouça o podcast greenTALKS "Os desafios da conectividade digital", com o Prof. Edelvício Souza Júnior. O sentido de urgência de Guterres encontra eco ainda no relatório "Climate Change 2021: The Physical Science Basis", do Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC, em inglês), publicado em agosto. Pelo estudo, a temperatura média da Terra já se elevou em 1,1ºC desde o período pré-industrial, no século 19, em razão da atividade humana e precisa ter o seu ritmo desacelerado. Confiante, ele disse ainda ser possível que as nações reduzam em 50% todas as emissões de carbono até 2030, bem como a sua completa eliminação até a metade deste século. E mencionou estarmos próximos de efetivar um fundo anual de US$ 100 bilhões para ajudar os países mais vulneráveis a mitigar os impactos do aquecimento global.
LEIA MAIS >
Transformação Digital
Como o IoT está transformando o setor de saúde
set de 2021
A pandemia da Covid acelerou a transformação de empresas, negócios e o modo de viver, trabalhar e de se relacionar das pessoas. Algumas destas mudanças, contudo, parecem ter ganhado um caráter permanente, dentre elas, a forma como as pessoas passaram a cuidar da saúde. Reflexo do distanciamento social necessário para se estancar a disseminação do coronavírus, muitos buscaram se consultar com os seus médicos via teleconferência. Para se ter uma ideia, apenas nos seis primeiros meses da pandemia em 2020, o número de brasileiros que aderiram a esta modalidade de atendimento saltou de 150 mil para 3,5 milhões de pessoas (Fonte: Conexa). Mas há outras tecnologias que também registraram crescimento em sua utilização com objetivo de melhorar o atendimento a pacientes e o gerenciamento de hospitais e clínicas. Uma delas, em especial, merece destaque: o IoT (internet of things). A internet das coisas, que conecta máquinas, sistemas, negócios e pessoas por meio de um ecossistema de sensores integrados à rede de internet ganhou relevância exatamente por possibilitar que pacientes, médicos e serviços de saúde possam se conectar estejam onde estiverem. É a partir dessa interação, com dispositivos gerando volumes imensos de dados em tempo real, que todo o segmento iniciou a sua metamorfose. De uma maneira geral, a medicina sempre se apoiou na coleta de informações para determinar diagnósticos e tratamentos. No entanto, nada é comparado ao fenômeno data centric que o setor de saúde tem vivido nestes últimos anos. De tão relevante, o IoT aplicado à saúde ganhou até um nome próprio: IoMT, a "internet das coisas médicas", que permite extrair informações em tempo real de pacientes, equipamentos e ambientes hospitalares, elevando a assertividade nas tomadas de decisão. Uma vantagem que pode significar a diferença entre a vida e a morte neste segmento tão delicado. Por sua imensa aplicabilidade e benefícios concretos, o mercado de IoMT só faz crescer. Segundo estudo da Deloitte – "Medtech and the Internet of Medical Things" – o setor deve movimentar a cifra de US$ 158 bilhões até 2022.
LEIA MAIS >
Infraestrutura Digital
Como a internet das coisas pode ajudar no crescimento das empresas? – Episódio 23
set de 2021
Um dos carros-chefe da transformação digital das empresas e cidades, o IoT tem mudado processos produtivos, modelos de negócio e a maneira como as pessoas vivem, trabalham e se relacionam com o ambiente. São bilhões de dispositivos conectados à internet aplicados à indústria 4.0, ao agronegócio e ao setor de serviços, entregando ganhos na produtividade, redução dos custos operacionais e melhorias na gestão. "Mais do que uma plataforma tecnológica, o IoT já é visto por executivos sêniors como uma das cinco tecnologias 'game changing', daquelas capazes de mudar o mundo por criar novas fontes de dados", avalia Alan Baldo, Gerente Executivo de Tecnologia da green4T. Entenda melhor a seguir no 23º episódio do podcast greenTALKS, "Como a internet das coisas pode ajudar no crescimento das empresas?". Fabiano Mazzei: Olá, seja muito bem-vindo, seja muito bem-vinda a mais um episódio do podcast do greenTalks. Esta que já é a 23ª edição do nosso podcast e eu lembro a você que este conteúdo está disponível também no canal de green4T no YouTube, no nosso blog INSIGHTS e também no Spotify. Vamos falar hoje sobre "Como a internet das coisas pode ajudar no crescimento das empresas?". O "IoT" é uma tecnologia relativamente nova que vem remodelando processos produtivos, modelos de negócios, a gestão de empresas e cidades, e o modo como as pessoas interagem com ambos. Para falar sobre esse assunto, nós convidamos o Alan Baldo, Gerente Executivo de Tecnologia da green4T. Muito obrigado por aceitar o convite e seja bem-vindo ao podcast. Alan Baldo: Eu que agradeço, é muito bom falar de temas pelos quais somos apaixonados. Fabiano: Vamos lá então, Alan, explique como funciona um ecossistema de IoT para as pessoas que estão ouvindo a gente. Alan: O IoT – ou Internet of Things, a 'Internet das Coisas' – define as tecnologias que compreendem sensores e dispositivos conectados a internet onde são captados, processados e analisados os dados em tempo real. As soluções de IoT resolvem problemas organizacionais e ajudam a criar valor por meio da aplicação de tecnologias integradas. Elas compreendem a integração adequada especialmente de sensores com muitas outras tecnologias, dentre as quais podemos incluir as baterias, que são muito importantes para o funcionamento das soluções de IoT, computadores, redes de comunicação, plataformas de armazenamento e análise de dados, permitindo a criação de aplicações de negócio. O resultado final esperado é sempre uma aplicação de negócios para resolver algum desafio organizacional, de cidades e das pessoas. São mais do que apenas um conjunto de componentes tecnológicos, pois elas endereçam diferentes tarefas do ecossistema com eficiência, disponibilidade e sustentabilidade. Em linhas gerais, nós enxergamos as soluções de IoT separadas e distribuídas dentro da realidade. Então, se você pega um ambiente empresarial onde temos plantas espalhadas na geografia, parte dos componentes das soluções estão mais próximos ou na borda – o que a gente chama de edge computing – que vão suportar decisões locais. Partes desses componentes estão na nuvem (cloud computing), que vão suportar as decisões sistêmicas. No final dessa cadeia, temos as aplicações de negócio que vão se associar e facilitar as decisões corporativas e estratégicas. Fabiano: Perfeito. Deu pra entender de forma bastante clara como funciona toda essa arquitetura. Transportando isso, então, para a realidade das empresas, de que forma a 'Internet das Coisas' pode ajudar no crescimento das empresas? Alan: Isso é muito importante destacar: quais são os benefícios principais que as empresas têm a extrair do valor e retorno dos investimentos feitos nessas nesses projetos nas construções das plataformas. O uso do IoT nas empresas proporciona ganhos de produtividade reduções de custos operacionais como, por exemplo, o crescimento dos resultados que são proporcionados por meio de estratégias de negócio mais assertivas, baseadas em dados fornecidos por um ecossistema de sensores em tempo real. São dados mais relevantes, mais recentes, mais atuais. Há o ganho da eficiência energética em todas as áreas da companhia, também pelo uso de sensores inteligentes, que podem ser aplicados na melhoria da gestão desses recursos: energia elétrica, água, combustíveis e dos sistemas que consomem e que necessitam desses recursos para funcionar bem. Então, sistemas de aquecimento, de refrigeração, de ventilação, os sistemas mecânicos, máquinas e equipamentos em geral – através do uso dos sensores inteligentes – consegue-se obter um ganho de eficiência energética que é tão importante atualmente. Nós temos também um ponto importante que é a redução do risco de interrupção da produção ou a perda de produção ou a interrupção do negócio, obtido através de um trabalho preventivo e preditivo do uso dos sensores e dos dados transformados em inteligência aplicados ao monitoramento 24x7x365 de todos os equipamentos, artefatos e insumos utilizados na produção. Então, através da coleta desses dados, é possível criar-se modelos preditivos, de forecast, com o uso de inteligência artificial, que vai ajudar a responder à seguinte pergunta de negócio: quanto tempo eu tenho até a próxima falha de um determinado equipamento? Isso tem um ganho muito importante tanto na redução de custo da manutenção, quanto da perda de produção e permite você planejar com antecedência toda sua cadeia para executar a manutenção. O aumento de produtividade a partir do aprimoramento e da automação dos processos produtivos, quando se tem as informações mais prontas e analisadas. Eventualmente, a criação de novas fontes de receitas por conta de inovações nos modelos de negócios e serviços. Vamos pegar um exemplo aqui: imagine um negócio onde você a principal operação seja de carga e descarga em um porto ou em um terminal. Através da coleta de dados de utilização de filas de ocupação, você começa a poder permitir que os navios, as carretas e/ou os trens contem com outros serviços de manutenção, de acompanhamento de medição enquanto esses assets, esses equipamentos estão parados, esperando numa fila. Esse tipo de informação permite reduzir o tempo de inatividade de cada um desses equipamentos, combinando novos serviços no seu próprio modelo de negócio. Hoje você tem um business principal associado com carga e descarga, e você passa a oferecer novos serviços, criando novas fontes de receitas. Já a otimização em tempo real dos processos, ao aplicar os modelos e os algoritmos habilitados para essas novas fontes de dados em grande volume, trazem mais inteligência para as tomadas de decisão da gestão e da execução da estratégia. Fabiano: Ficou bem claro nestas verticais que você acabou de mencionar porque essa revolução toda tem acontecido a partir do IoT. Agora falando do mercado, como é que isso tem se desenvolvido no mundo e quais setores você acha que se beneficiam mais da nova tecnologia de IoT? Alan: Legal, muito bom, é interessante a gente entender a aplicação mais específica do IoT. Então, deixa eu trazer um pouco de contexto: segundo os analistas, os executivos seniores já consideram o IoT como uma das cinco tecnologias para mudar o jogo, "game changing", por conta da sua capacidade de criar as novas fontes de dados. Tem sido repetitivo dizer que o dado é 'o novo petróleo', porque ele realmente fornece muitas oportunidades. Com as atualizações de desempenho em tempo real, permite-se a criação de novas propostas de valor por conta da relevância e a idade dessas informações: é tudo muito atual. As organizações que implementam o IoT estão cada vez mais se concentrando nos resultados de negócio que essa tecnologia traz, não mais apenas orientados ao único propósito da melhoria operacional interno e a redução de custos. Então, sim, o IoT já é uma ferramenta empresarial para mudar o posicionamento das empresas. Voltando para a sua pergunta original, os setores econômicos que mais têm se beneficiado estão em torno da indústria, dos serviços e do agronegócio. Para citar um tipo de aplicação mais madura que se beneficia desse tipo de tecnologia, podemos falar de todas aquelas associadas aos carros conectados. Isso teve início há um bom tempo e trouxe maturidade para esse tipo de aplicação. A questão de logística, de redução de acidentes e do aumento de eficiência para permitir você ter uma receita mais previsível, inclusive por conta da sua cadeia logística estar mais conectada e você ter acesso a todas essas informações. Dos veículos de passeio até os caminhões de comboio autônomos, passando pela robotização nos processos de controle de entrada e saída de despachos nos centros de distribuição e até máquinas agrícolas, temos uma grande variedade de exemplos de aplicações de carros conectados. Se a gente combinar esse tipo de tecnologia com Blockchain, por exemplo, especialmente no formato de contratos inteligentes ou smart contracts, você começa a ver investigação e aplicação especialmente associada à rastreabilidade de ponta a ponta da produção. Um exemplo simples e interessante: imagine que haja uma carga que precisa ser transportada a - 10ºC graus, de grande valor e com seguro. Por meio de um smart contract, ele permite a execução de uma cláusula dessa apólice caso um sensor detecte que, durante o transporte, a temperatura ultrapassou essa temperatura máxima aceitável. De forma automática e automatizada, consegue-se todo esse controle estabelecido e a execução desses processos de negócio de forma autônoma. Tem muita relação o uso de Blockchain para esse tipo de aplicação. Além dos desafios de conectividade de áreas de sombra, também existem alguns outros desafios regulatórios e de conformidade a serem vencidos, então, é um momento emocionante para quem pode influenciar e participar dessas decisões. No caso da indústria, temos a "indústria 4.0" como um grande movimento que depende, sim, do uso de IoT para poder executar e realizar a evolução e os planejamentos da estratégia de conectar todas as etapas da cadeia produtiva. No caso do setor de serviços, você consegue uma tomada de decisão mais assertiva por meio do uso dos dados gerados no IoT. No agronegócio, presenciamos uma verdadeira revolução, onde se tem agregado novas fontes de dados, seja do mercado de commodities, da previsão meteorológica, da medição da condição do solo, da umidade, para decidir o melhor dia de semear, colher e assim por diante. Resumindo: indústria, serviços e o agronegócio são os setores que têm mais se beneficiado através desse tipo de solução. E só para fechar, tem um outro tema que está muito na vanguarda que tem a ver com o uso de tags, das etiquetas sensorizadas de IoT usadas em larga escala. E, para isso, a gente precisa de tecnologia de bateria que seja muito eficiente, que seja diferenciada. Então, existe uma linha de pesquisa associada com a colheita energética, numa tradução mais literal, onde você tem o uso das telas de baixíssimo custo para atingir uma escala muito grande sem a necessidade de baterias. O que eu estou querendo dizer? Imagine uma etiqueta colada em algum produto que é de consumo rápido, uma caixa de leite, por exemplo, onde essa etiqueta ela vai conseguir colher energia que está no ar e, por meio das redes de Wi-Fi e Bluetooth, emitir um sinal de um evento importante: uma expiração de prazo de validade do produto ou sobre a temperatura que ultrapassou o limite aceitável ou até mesmo notificar quando o cliente abriu aquela caixa de leite pela primeira vez. Então, já dá para imaginar o tipo de aplicação que a gente está vislumbrando para o futuro. Fabiano: Perfeito, Alan. Olhando para as cidades agora, que aplicações de IoT você vê com mais recorrentes? Alan: Muito interessante, Fabiano, porque existe sim alguma recorrência, mas é muito importante lembrar que cada cidade tem o seu próprio desafio. Então, é muito raro você ter a mesma solução sendo replicada de uma cidade para outra. O que a gente enxerga é o modelo de governança de forma a conduzir esse tipo de iniciativa para mitigar impactos e alcançar o sucesso, algo que eu vou falar já na sequência. Mas os principais temas estão relacionados especialmente com a segurança pública, é um tema que a gente vê com mais recorrência. Quanto a parte de iluminação inteligente, começou quando houve o início da popularização da tecnologia de iluminação LED. Na mobilidade urbana está extremamente em voga, muito importante e cada vez mais relevante. E no próprio gerenciamento de recursos: saber como conduzir a utilização dos recursos de energia elétrica, de consumo de água, de gás e assim por diante. Os temas mais recorrentes estão em torno desses destes aspectos, relembrando que cada cidade tem seu próprio desafio. Na parte de segurança pública, temos visto a utilização de câmeras associadas a outros sensores, combinadas com tecnologias como reconhecimento facial, que permitem que você consiga criar um tempo de resposta totalmente diferenciado do que nós estamos acostumados como cidadãos para eventos específicos. E, ao combinar esse tipo de aplicação com a análise de sentimentos postados em redes sociais, por exemplo, a gente consegue antecipar eventos que poderiam se transformar em um uma situação de crime, evitando que aconteça. Não é como no filme Minority Report (2002), mas tem um exemplo na Europa onde foi feito um estudo piloto muito interessante. Em uma cidade da Holanda, com uma rua de vida noturna muito agitada, sempre ocorriam eventos como arruaças, brigas, por conta do próprio ambiente. Então, ao combinar as imagens de câmeras de segurança das ruas com análise de sentimento em redes sociais e a análise de ruídos, foi possível conectar os intervenientes da cidade e a força policial, bem como os próprios comerciantes daquela rua, criando um impacto no comportamento das pessoas. Não apenas obteve-se um tempo de resposta mais rápido, mas também começou-se a evitar esse tipo de situação, porque os usuários daquele ambiente já sabiam que estavam sendo monitorados. Um outro exemplo interessante da iluminação inteligente tem a ver com aquele fator de sucesso que eu comentei. É muito importante ter múltiplos parceiros de negócio para criar oportunidades onde o poder público e a iniciativa privada consigam explorar, trazer redução de custo e gerar novas fontes de receitas. Então, imagine uma cidade que quer trocar a iluminação tradicional por LED. Quando essa tecnologia começou, era muito caro para a cidade custear sozinha e esperar o tempo de retorno desse investimento. Então, foi criado um ambiente onde um fornecedor trouxe as lâmpadas, outro os equipamentos, e lhes deram o direito de instalar sensores em cada um desses postes para poder explorar os dados naquele ambiente. Uma das aplicações que foi criada foi a partir disso foi um app sobre a disponibilidade de vagas de estacionamento nas ruas, automatizando os parquímetros e evitando deixar o motorista dando voltas no bairro a procura de um espaço para estacionar. Acho que ficou um pouco claro como a gente tem de considerar todos os intervenientes para garantir o sucesso dessas iniciativas quando a gente fala de IoT nas cidades. Fabiano: Perfeito, acho que são exemplos fantásticos que você trouxe aqui para gente e eu vou aproveitar e explorar um pouco mais este tema, trazendo um contexto bem atual que tem sido esses casos de ataques ao sistema bancário em cidades do interior de São Paulo. O IoT pode ser muito importante nessa criação de muralhas digitais, que é um tema também muito presente nos dias de hoje, Alan, o que você acha disso? Alan: Sim, sem dúvida, você adicionar novas fontes de dados e equipar as suas instituições com inteligência necessária para fazer uso dessas informações é um caminho para a prevenção e supressão, como aquele exemplo da cidade europeia. Quando esse criminoso que tem por fonte de receita explodir um caixa eletrônico descobre que os sites estão sendo monitorados e fornecendo dados em tempo real, levando a um tempo de resposta diferenciado, isso acaba suprimindo esse tipo de ação. Então, de forma prática, a gente combinar a análise de vídeo com outros tipos de sensores, de movimento, consegue-se detectar anomalias no padrão de consumo e de trânsito. Esse tipo de coisa pode gerar, então, as condições para você ter um alerta e um monitoramento mais assertivo. Fabiano: Muito bom. Bem, vamos encerrar, mas antes da última pergunta. Eu queria que você fizesse uma análise das próximas tendências do IoT para 2022 e para os próximos anos. No que a gente deve prestar mais atenção na sua opinião? Alan: Muito bom. Eu queria trazer uns números para a gente ter uma ideia do que representa a adoção e o investimento em IoT para a humanidade. Então, nós temos estimativas de que até 2025 nós teremos mais de 55 bilhões de coisas conectadas à internet no nosso planeta (Fonte: IDC). Então, as "coisas" são sensores, não só os smartphones, mas equipamentos conectados mesmo. Desses 55 bilhões, 75% já estarão ligados a uma plataforma IoT, ou seja, nós já teremos a possibilidade de fazer análise desses dados produzidos, transformando isso em informação e permitindo finalmente ter inteligência, produzindo insights para a tomada de decisões de forma mais assertiva. Tudo isso deve gerar um volume de 175 zettabytes de dados. Para se ter uma ideia, 1 terabyte, que é algo já um pouco mais usual, representa 10 elevado a 12. Um zettabyte é 10 elevado a 21! Então, é muita informação trafegando, tem muita oportunidade, tem bastante complexidade para você conseguir gerenciar tudo isso. Estima-se que os investimentos de IoT chegarão a 202 bilhões de euros neste ano só na Europa, e vão continuar experimentando um crescimento de dois dígitos até 2025. Quer dizer, é uma enorme oportunidade para transformar o modo de como vivemos e fazemos negócios. O impacto econômico de IoT na economia mundial deve ser da ordem entre US$ 4 trilhões e US$ 11 trilhões. Agora, poxa, é muita coisa acontecendo, não é? Onde a gente deve ficar mais atento? Veja, temos as aplicações de prédios inteligentes que estão cada vez mais relevantes porque os condomínios são grandes consumidores dos recursos naturais: energia elétrica, água e assim por diante. Então, é como uma miniatura de uma cidade. Podemos enxergar dessa forma as aplicações em saúde, que ganharam muita relevância não só por conta da pandemia, mas pelo desdobramento do desenvolvimento de novos sensores. Então, você tem como ter sinais vitais e outros tipos de informação de uma forma muito mais ágil e conectar isso a uma plataforma de IoT que permitirá estudos e respostas muito mais rápidas. A parte de manufatura ou Indústria 4.0 continua como um tema muito relevante, especialmente com o amadurecimento da abordagem digital twins, que são os 'gêmeos digitais': um modelo 3D virtual da sua produção que permite simular impactos de uma possível mudança tanto para melhorar uma velocidade em uma taxa produtiva – e ver o impacto disso na sua qualidade –, quanto você fazer um ajuste de layout e perceber se houve ou não redução de custo, sem ter que mexer em nenhuma máquina na sua planta. Então, o digital twins são muito relevantes, estão maduros e a gente já vê a necessidade de se pensar em governança desses modelos. O setor de Óleo e Gás também, cada vez mais se beneficiando e trazendo inovações baseadas em IoT. Não só pelo caso óbvio, de ter sensor para detectar vazamentos, evitando que você tenha um gasto e um desastre ecológico. É preciso fazer uma ronda em todo um oleoduto para perceber as tendências de que pode haver uma ruptura por conta de variações de ruído, de pressão, etc. E por fim, superimportante, é a parte do Agronegócio – não só pela vocação do Brasil para esse tema, mas porque tem se feito muitos investimentos, especialmente em educação, com o produtor cada vez mais preparado para aplicar a tecnologia no seu próprio negócio, de forma que ele consiga maximizar a produção e garantir a qualidade da sua própria terra, com reflexos positivos na produção e no valor dos seus produtos. Para resumir, vemos números superlativos tanto no crescimento de itens conectados, quanto na quantidade de dinheiro movimentado por esse tipo de tecnologia e esse tipo de mercado. E a gente tem visto aplicações já bem maduras nos prédios inteligentes, nos serviços de saúde e nas ciências da vida, na indústria, no setor de óleo e gás, e na agricultura. Fabiano: Perfeito, maravilha, ficou incrível. Essa conversa renderia muito mais tempo, mas a gente infelizmente tem que encerrar esse episódio, mas já fica o convite para você voltar aqui mais vezes. Hoje a gente conversou com o Alan Baldo que é Gerente Executivo de Tecnologia da green4T para falar sobre "Como a internet das coisas pode ajudar no crescimento das empresas?". Mais uma vez obrigado, foi um prazer e espero você novamente aqui no greenTALKS. Alan: Eu que agradeço, conte comigo. Adoro falar de tecnologia. Eu sou apaixonado por transformar ideias incríveis em realidade e usar a tecnologia e a inovação como ferramenta para isso, ajudar os negócios a se manterem de maneira cada vez mais relevante. É isso que nos motiva. Fabiano: Perfeito, então é isso, se você gostou deste episódio, curta, compartilhe e também siga o nosso canal no YouTube e as nossas redes sociais – sempre com muito conteúdo relevante sobre tecnologia. Muito obrigado pela audiência e até a próxima.
LEIA MAIS >
Infraestrutura Digital
Por que é a hora de investir na alta disponibilidade dos ambientes de TI ?
ago de 2021
Em 2020, a economia digital representou cerca de 44% do PIB mundial: um total de US$ 32,6 trilhões, alta de 3% em relação ao ano anterior. Este resultado, anunciado durante a Conferência de Economia Digital Global, realizada na China no início de agosto, não deixa dúvida sobre o tamanho – e a importância – dos negócios impulsionados pelas novas tecnologias na economia dos países neste início do século 21. O que está em marcha é uma irreversível transformação digital das empresas e organizações que passaram a incorporar a internet, dispositivos conectados e inovação tecnológica em seus processos produtivos, na comercialização e na prestação de serviços, criando no mercado e na sociedade novas formas de consumir, viver e trabalhar. As pessoas estão mais online: trabalham de casa, compram pelos smartphones, deslocam-se por aplicativos e cuidam da saúde via teleatendimento. As companhias estão mais conectadas, realizam negócios digitalmente e usam dados para melhorar o próprio gerenciamento. As cidades estão mais inteligentes, com serviços públicos orientados por informações coletadas por sensores e satélites. E tudo isso faz a economia girar, atraindo a atenção das nações neste momento de renascimento econômico. De fato, as grandes economias do mundo têm depositado as suas fichas neste movimento rumo aos negócios ancorados em tecnologia. Estados Unidos, China, Alemanha, Reino Unido e Japão são os países que mais investem e aceleram nesta jornada. Na mesma dimensão, agiganta-se a pressão sobre toda a cadeia da indústria e serviços de TI, backbone da transformação digital da economia 4.0. A dependência do processamento de dados para desenvolver produtos, melhorar o atendimento aos clientes e/ou dar mais eficiência à gestão empresarial pressiona as companhias do setor para que ofereçam garantias quanto ao funcionamento adequado de toda essa retaguarda tecnológica. Um contexto de imensa responsabilidade que coloca no centro do debate a importância de se contar com infraestruturas de TI altamente disponíveis, a fim de suportar a imensa demanda de trabalho gerada pela era data centric.
LEIA MAIS >
Infraestrutura Digital
Como dar mais eficiência e qualidade na gestão da infraestrutura de TI das empresas - Episódio 22
ago de 2021
A aceleração digital tornou a área de TI das empresas um setor absolutamente estratégico, cada vez mais focada no desenvolvimento do negócio – e com menos tempo para dar conta de tantas novas tecnologias que têm sido incorporadas ao processo produtivo e de gestão. Por isso, é essencial que os líderes de operações e CIOs busquem dar mais performance e a máxima disponibilidade às suas infraestruturas de TI – uma tarefa gerencial que pode trazer resultados ainda mais positivos se estiver nas mãos certas. Este é o tema do 22º episódio do podcast greenTALKS, com Fabio Moro, Gerente Executivo de Soluções da green4T. Acompanhe a entrevista a seguir, conduzida pelo jornalista Fabiano Mazzei. Fabiano: Olá, seja muito bem-vindo, seja muito bem-vinda a mais um episódio do podcast do greenTalks. Lembrando a você que este conteúdo está disponível também no canal de green4T no YouTube, no nosso blog Insights e também aqui é claro no Spotify. Vamos falar hoje sobre "Como dar mais eficiência e qualidade na gestão da infra estrutura de TI das empresas". Mais um tema muito importante exatamente por conta desse momento histórico que vivemos, de aceleração da transformação digital. Para falar sobre esse assunto, nós convidamos o Fabio Moro, que é Gerente Executivo de Soluções da green4T. Fabio, muito obrigado por aceitar o convite de vir aqui conversar com a gente no podcast. Fabio Moro: Eu que agradeço o convite. É um prazer enorme de fazer parte aqui de mais um podcast da green4T. Fabiano: Maravilha, vamos começar então a nossa conversa, Fabio, explica para gente o que é e como funciona um serviço gerenciado de TI? Fabio: Vamos lá. A competitividade nos negócios tem levado as empresas a investir cada vez mais em tecnologia. Posso citar aqui a automatização de sistemas, utilização de nuvem e busca crescente com o foco em mobilidade. Essa é uma forma que as empresas encontram para alcançar a liderança no segmento em que elas atuam. Só que para cada valor investido, ele precisa trazer um retorno para a empresa. Então, é muito necessário que se garanta a disponibilidade dos sistemas envolvidos, que pode ser garantida por meio de um serviço gerenciado. A oferta de serviço gerenciado não busca apenas a entrega de pessoas ali, dos recursos técnicos das pessoas escaladas para operar o ambiente. É uma oferta maior, que contempla muito além dos especialistas. Procura-se também pelo gerenciamento da capacidade do ambiente, disponibilidade do ambiente envolvido, todo o gerenciamento das falhas e recuperações desse ambiente e, principalmente, o desempenho dos sistemas, para que assim possa se garantir os acordos de nível operacional – que são os famosos SLAs acordados com o cliente. Nesse escopo de atuação de um serviço gerenciado, deve se prover métricas de performance do serviço envolvido, que são os famosos KPI’s. E nesses indicadores é realizado toda uma análise para verificar como está a performance do serviço prestado. O mais importante aqui é uma apresentação de plano de melhoria contínua. Esse tipo de serviço gerenciado tem uma missão que é monitorar os ativos de TI das empresas para ajudá-las a serem mais eficientes e ágeis na entrega das aplicações do negócio. A oferta sempre contempla o gerenciamento do hardware, o monitoramento, o gerenciamento de sistemas operacionais físicos atualizados, banco de dados, por exemplo. A segurança é muito importante também na execução de backups. Enfim, todos os ativos de tecnologia que se envolvam ali dentro do ambiente do cliente. E algo importante a citarmos aqui é que, independente do local que o cliente tenha o seu data center – pode ser próprio, on premise, terceirizado ou até mesmo em uma nuvem pública – esse serviço gerenciado pode ser prestado em qualquer uma dessas localidades. Fabiano: Perfeito, vamos explicar para quem nos ouve então, qual seria o passo a passo para a implantação de um serviço como este? Fabio: Perfeito. Bom, todo o cliente que busca esse tipo de serviço gerenciado, ele com certeza busca algum benefício também. Eu posso citar alguns benefícios aqui como, por exemplo, a redução dos custos, é importantíssimo isso, ou o aumento de produtividade, a automatização dos processos, a modernização do parques tecnológicos ou até mesmo elevar o grau de maturidade da sua TI. Normalmente, o passo a passo se divide em quatro steps: 1º – Existe uma primeira fase que é toda a Consultoria e Assessment do cliente. Eu diria que é uma das fases mais importantes porque é nesse momento que é entendido como o cliente opera e quais são todas as necessidades que ele precisa endereçar. É neste ponto também que é entendida as dores, os objetivos que o cliente busca em atingir com a contratação desse serviço. É também, claro, quando a gente entende todos os ativos de TI que estão envolvidos nessa contratação. 2º – Feito esse processo de consultoria, a gente passa por uma fase de Design da Solução e é aqui onde a gente fala que vamos para a prancheta trabalhar. Começamos a criar solução e ela pode envolver ou não uma transformação dentro do cliente. O que seria essa transformação? Seria uma migração para um novo ambiente, para um novo datacenter, a virtualização, a migração para a nuvem ou qualquer outra necessidade que o cliente traga na etapa de assessment. Também nessa etapa de design, é muito importante especificar toda a tecnologia que vai operar no ambiente, seja ela para monitoração, ferramentas de medições, de ITSM, de processos. E também importante trabalhar nessa etapa de design todas as SLAs que vão ser envolvidas e também todas as prioridades de nível de serviço. 3º – Feito esse design, entra-se num processo de Negociação Contratual, onde o cliente aprova a solução técnica e faz a contratação do serviço. 4º – Então, a gente inicia uma Fase de Implementação: colocar em prática tudo aquilo que foi desenhado. Nessa fase, é a etapa que a gente chama de transição de serviços é onde se coloca em prática tudo o que foi feito no design como eu já disse. E aí estabelece-se todos os processos, medições, as ferramentas e também é feito aqui o onboarding de todos os profissionais que vão trabalhar na operação do dia a dia do cliente. 5º – Feita a implementação, o ambiente começa a ser operado e a gente inicia a fase dos Serviços Continuados. É aqui que se começa a operar o ambiente do cliente. Essa etapa é o dia a dia da operação e o principal objetivo é manter tudo funcionando e atender aquilo que foi planejado no design, na consultoria e manter todos os níveis de excelência. Essa operação também tem uma função muito importante que é entregar os planos de melhoria. Não basta operar aquilo que foi desenhado, é preciso trazer melhorias para o cliente. E, com isso, se obtém um aumento na qualidade de entrega e a excelência. É preciso pensar muito também na modernização do ambiente, à medida que a tecnologia evolui. Fabiano: Acho que você foi bem didático, explicando bem os passos básicos para a implantação deste serviço. Agora, quero te perguntar o seguinte: qual o perfil de empresa ou negócio pode se beneficiar mais desta solução de serviços gerenciados? Quem deve procurar este tipo de serviço? Fabio: Ótimo, boa pergunta. Com o surgimento e adoção de novas tecnologias das empresas, a área de TI ela acabou se saturando, ficou sobrecarregada e a consequência disso é que a gestão tornou-se um desafio enorme para as empresas e para todo mundo que trabalha no setor. A evolução do gerenciamento de toda a infraestrutura de TI é algo natural. Hoje, os serviços gerenciados são um tipo de solução para qualquer empresa. E o que essa empresa busca? Normalmente é manter o setor organizado. Com o serviço gerenciado, a companhia realiza toda a terceirização da atividade de gestão da infraestrutura para um determinado parceiro, regido por meio de um acordo que eu expliquei na pergunta anterior. O serviço gerenciado é uma nova forma que os fornecedores de TI encontraram para entregar às pequenas e médias empresas a possibilidade de contar com uma equipe de profissionais qualificados e capacitados para prestar os melhores serviços. E, com isso, a gente consegue elevar o grau de maturidade tecnológica da empresa. Em resumo, não tem tipo de empresa específica: vale para toda aquela que busca manter a companhia organizada e elevar o seu grau de maturidade. Fabiano: Por que, afinal, é tão importante para as empresas buscarem mais eficiência e qualidade na gestão de suas infraestruturas de TI? Fabio: O mercado tem se tornado cada vez mais dinâmico e as mudanças inesperadas surgem a qualquer momento. Mas isso também cria oportunidades de negócio. A mesma coisa pode acontecer com as demandas de TI. Hoje, pode ser necessário uma determinada infraestrutura, mas já em um futuro próximo, no mês que vem, por exemplo, os serviços podem aumentar e mudar de foco. Mão de obra também pode ser variável, sendo preciso disponibilizar vários profissionais por um determinado período. Um outro exemplo é a implantação de um novo projeto. Ele pode ter uma duração curta e, na sequência, existe toda aquela parte de despesas e tributos de demissão daqueles profissionais que foram envolvidos neste projeto. Essa escalabilidade muitas vezes não é encontrada no modelo tradicional de gestão utilizado normalmente por prestadores de serviços e times internos das empresas. Por isso, é muito importante evoluir para os serviços gerenciados, que são facilmente escaláveis. Esse tipo de solução tem se apresentado como uma alternativa para libertar os líderes de TI dessas preocupações com as questões operacionais do dia a dia. Ao entregar o gerenciamento dos ativos de TI para um parceiro, esse gestor ganha mais tempo para se dedicar aos seus negócios e aos processos de inovação. Fabiano: Este é um ponto que me parece importante. Quanto mais você entrega esse tipo de serviço para um contrato externo como esse, você deixa de sobrecarregar a área de TI dentro da empresa, gerando espaço para que essa turma foque na realização e desenvolvimento de novos negócios. É isso? Fabio: Exatamente. Fabiano: Eu gostaria de entender qual seria a vantagem econômica que uma empresa pode extrair após a adoção de um serviço gerenciado como este? Fabio: Eu não tenho dúvida que, com certeza, a questão econômica é um dos benefícios mais buscados pelas empresas, por aquelas que têm o objetivo de minimizar os gastos e melhorar os resultados. Estamos num tempo de instabilidade econômica, Covid, é preciso buscar alternativas para diminuir os custos sempre. É um objetivo quase que diário das empresas. Estas se encontram cada vez mais dependentes da TI, então, manter um investimento na área pode ter um alto custo, principalmente para os pequenos e médios negócios que às vezes não contam uma verba disponível dedicada para a área de tecnologia. E aí o serviço gerenciado de TI mantém uma estrutura organizada, com os menores custos e permite que todos os gastos sejam planejados e somente realizado em caso de necessidade evitando desperdício. Esses desperdícios também podem ser reduzidos por meio da aplicação do monitoramento constante. Os investimentos são feitos apenas de acordo com a demanda do cliente. No longo prazo, os valores economizados podem ser utilizados para investimento em inovação e melhoria dos processos. Por exemplo, para adquirir novas tecnologias. Um bom argumento desta solução é o pagamento fixo mensal: o cliente pode se planejar e evitar problema que ele possa vir a ter em um período de dificuldade financeira. A previsibilidade de gasto é algo crucial para as empresas – e a qualidade e a melhoria do serviço de TI também, evitando imprevistos como vazamento de dados ocasionados por ataques maliciosos ou falhas humanas e de sistema. Neste ponto, podemos citar um backup que seja bem executado como exemplo de serviço gerenciado, com poder solucionar problemas ocasionado por vazamentos ou ataques cibernéticos. Fabiano: Em resumo, essa solução diminui custo, cria previsibilidade de gastos, aumenta a segurança e a performance da infraestrutura de TI, libera as equipes das áreas de TI internas das empresas a focarem no desenvolvimento de novos negócios, tudo isso garantido por contrato. Certo? Fabio: Isso, em resumo, é isso mesmo. Fabiano: Muito bem, infelizmente vamos encerrar mais essa conversa. Hoje, estivemos com Fabio Moro, Gerente Executivo de Soluções da green4T, para falar sobre a "Como dar mais eficiência e qualidade na gestão da infraestrutura de TI das empresas?" Fabio, mais uma vez obrigado, foi um prazer receber você aqui no greenTALKS. Fabio: Eu que agradeço, muito obrigado pelo convite para participar deste podcast. Um abraço! Fabiano: Perfeito, agradecemos mais uma vez a sua presença. Então é isso, se você gostou deste episódio, curta compartilhe e também siga o nosso canal no YouTube e as nossas redes sociais – sempre com muito conteúdo relevante sobre tecnologia. Muito obrigado pela audiência e até a próxima.
LEIA MAIS >
Sustentabilidade & Eficiência energética
Por que é tão importante investir na eficiência energética dos data centers?
ago de 2021
Em junho passado, autoridades irlandesas emitiram um alerta quanto ao risco de apagões de energia no país caso o aumento expressivo do consumo de eletricidade por parte dos data centers locais não fosse controlado. Com 70 parques de processamento de dados instalados, o setor na Irlanda já abocanha 11% de todo o grid gerado, um percentual que deve chegar a 29% até 2028, segundo pesquisa da EirGrid, a operadora do sistema elétrico local. O episódio é simbólico. Evidencia o crescimento do setor de data centers na Europa e em todo mundo para suportar negócios, empresas e pessoas nesta nova era digital. Ele traz à tona também a questão do consumo de eletricidade dos centros de processamento de dados, que podem ser melhor gerenciados do ponto de vista dos gastos energéticos, sem prejuízo à performance e com a devida diminuição de seu impacto no meio ambiente. Mais do que o desafio, há uma excelente oportunidade a ser aproveitada por toda a indústria de TI e demais setores relacionados no sentido do alinhamento às práticas ESG (Enviroment, Social and Governance). Atuar com transparência, de maneira firme na busca pela redução da pegada de carbono das infraestruturas e da mitigação dos reflexos socioambientais das atividades. Para tanto, é preciso empreender uma jornada de eficiência energética, com a implementação de um conjunto de medidas operacionais que possam garantir faturamento em ascensão com respeito absoluto ao enviroment natural. Iniciar este processo implicará na revogação de antigas crenças por parte dos líderes de infraestrutura e operações (I&O) das empresas em favor de novas soluções que atuem de forma mais assertiva sobre o tema. Este é um direcionamento que, aliás, deve ser tomado com rapidez: o mundo econômico passará a tolerar cada vez menos as companhias que não mantenham sob controle as emissões de carbono em toda a sua cadeia de produção, em razão do impacto disso no aquecimento global. O relatório do Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas - IPCC 2021, da ONU, apresentado em agosto, reforça este posicionamento. O estudo revelou que os níveis de gás carbônico (CO2) na atmosfera em 2019 foram os maiores em 2 milhões de anos. Já a concentração de gás metano (CH4) foi recorde em relação aos últimos 800 mil anos. Em ambos os casos, a atividade humana foi apontada pelos pesquisadores como a responsável direta por tais resultados, que assombraram as salas de CEOs e presidentes de companhias mundo afora. Portanto, é hora de agir. No que tange ao setor de TI, o foco principal é potencializar a eficiência energética dos data centers e de toda a infraestrutura a eles associada. Segundo estimativa da agência de energia da Dinamarca, o crescimento previsto dos gastos com eletricidade nos centros de dados e ativos de telecomunicação pode chegar a 15% do consumo global de energia elétrica em apenas uma década, o que torna mandatória a busca por melhorias na gestão deste recurso, bem como estimular fontes renováveis e limpas, para que possam ser utilizadas já no curto prazo.
LEIA MAIS >
VEJA OS INSIGHTS >
Política de Privacidade
Termo de utilização
Política de Cookie
Mapa do site
© 2021 green4t. All rights reserved