Líder em soluções de tecnologia e infraestrutura digital para empresas, cidades e nações
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Green Efficiency & IT
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Até 2025, o mundo produzirá estimadamente 175 zettabytes de dados, os quais precisarão do suporte de uma completa infraestrutura de TI. Com os parâmetros atuais de crescimento, o consumo energético da infraestrutura digital será o responsável por 1/5 do uso global de energia.
A green4T acredita e promove a mudança de paradigmas, atrelando os conceitos de sustentabilidade e eficiência. Por isso, a empresa criará soluções de infraestrutura de baixa impacto energético, com PUE máximo de 1,5, para que, nos próximos 10 anos, a iniciativa possa reduzir 60% da energia consumida por todos os data centers na América Latina. A energia poupada neste processo poderá causar impacto de 67 TWh - energia suficiente para iluminar 3 milhões de residências.
Insights
Qual o papel da tecnologia blockchain na transformação digital? - Episódio 18
Jun de 2021
Fabiano: Olá, seja muito bem-vindo, seja muito bem-vinda a mais um episódio do podcast greenTALKS. Lembrando que este conteúdo você encontra nos canais da green4T no YouTube, no nosso blog INSIGHTS e, claro, no Spotify. O tema deste podcast é "Qual o papel da tecnologia blockchain na transformação digital?". Dois assuntos muito quentes (blockchain e transformação digital), muito importantes para todos nós que gostamos e trabalhamos com tecnologia. Para essa conversa, convidamos o Arquiteto de Infraestrutura de TI da green4T, Leonardo Andrade, a quem eu já agradeço aqui a presença. Obrigado, mais uma vez, por conversar conosco. Leonardo: Eu que agradeço, Fabiano. Fabiano: Muito bem, vamos começar essa conversa e, afinal de contas, Leonardo, o blockchain é uma oportunidade ou já é uma realidade nos dias de hoje? Leonardo: Excelente questionamento para começar, Fabiano. Me permita dizer o seguinte: sem dúvida alguma é uma realidade que amplifica oportunidades. E porquê eu faço essa abordagem? Pelo fato de que já conhecemos diversas iniciativas, nos mais variados setores, que vêm fazendo uso da tecnologia, justamente por entenderem que o blockchain é a melhor solução para vencer desafios modernos, aliados à questão da transformação digital. Então, as organizações estão cada vez mais implementando soluções de negócio com base nessa tecnologia. E isso aí falamos da realidade. E onde ficam as possibilidades? Bom, é inevitável que o blockchain venha a se tornar um modelo de referência para a validação de transação de documentos e, quem sabe, até mesmo modelo para armazenamento de dados. Dada a sua característica de imutabilidade dos blocos e criptografia, que é a lógica de operação em sí do blockchain, também já sabemos que o mercado utiliza amplamente os valores do blockchain e que comprovadamente está mais do que validado: a questão da segurança, da confiabilidade da rede e da flexibilidade do modelo. Então, em breve, acredito que seja pouco provável que essa nova tecnologia não se torne uma referência em muitos outros cenários. Fabiano: Muito legal isso que você abordou, Leo. E já que comentamos sobre este conceito estar amplamente difundido, sabemos que o setor financeiro é o que vem mais utilizando essa tecnologia. Mas quais outros setores também têm se beneficiado do blockchain? E de que forma? Leonardo: Perfeito. Então, muita gente que escuta o termo "blockchain" lembra somente das criptomoedas e do setor financeiro. Contudo, a gente sabe que essa tecnologia vai muito além disso – e muito além mesmo. Eu vou citar aqui alguns setores e soluções que eu conheço, elencar bem resumidamente o que eu já vi. Veja só, por exemplo, o setor de saúde, com o uso na transferência de informações médicas; mercado imobiliário, com registro de títulos de propriedades; segmento público, com o chamado Livro-Razão, que armazena informações, histórico e documentos importantes, dentre tantas outras iniciativas muito interessantes. Vale ressaltar também o setor de jogos de entretenimento, por exemplo: os games. O blockchain é utilizado para a compra de acessórios, skins, melhoramentos, etc. No setor de tecnologia, é usado na segurança da informação, como cofre de senhas ou algum dispositivo que auxilia a autenticação dos inúmeros sistemas, inclusive de IoT. E ainda tem o turismo, a indústria e o setor de serviços. Então, são inúmeras as soluções e setores distintos. Temos também a bem conhecida iniciativa do Open Bank, através da Agenda BC# (pacote de medidas que visa reduzir os financiamentos públicos e fomentar os privados, ampliando a democratização financeira). A expectativa era que ele fosse utilizado fortemente, mas houve algumas divergências e discussões, em que o BC não estaria pensando em utilizar no momento, ficando somente com as APIs para fazer a integração dos sistemas. Contudo sabemos que o Banco Central já possui iniciativas com base na tecnologia de blockchain para outras ofertas, para outras demandas. Isso eu acredito que ainda vai longe. É possível que os próprios bancos iniciem suas redes de blockchain, gerando uma demanda nesse sentido. Vai depender muito da forma com que os bancos enxergam as suas respectivas participações nessa iniciativa. Vale que a gente fique de olho. Mas perceba o seguinte, esta é uma tecnologia muito flexível e se adapta bem a diversos setores. Basicamente, todos os segmentos podem utilizá-la, pois é realmente inovadora nesse sentido da flexibilidade e da segurança, conforme ela foi concebida. E, obviamente, o mercado percebeu isso muito bem, as organizações tiveram essa percepção muito rapidamente e, nesse sentido, só faz crescer a utilização da blockchain. Fabiano: É realmente um mundo novo que está se abrindo e o mercado vai se beneficiar muito de tudo isso. Nessa visão mais ampla do blockchain, como podemos entender o papel dele na aceleração da transformação digital das empresas e desses setores econômicos? Leonardo: A transformação digital demanda continuamente de ofertas inovadoras e de agilidade das organizações. Vivemos cenários altamente disruptivos. Pois bem, para vencermos isso, precisamos apostar em tecnologias que realmente nos ajudem e tragam essa inovação exigida, altamente flexíveis, adaptáveis a situações desconhecidas. Pronto, eis o blockchain exatamente características fundamentais dele. Uma tecnologia na qual as organizações conseguem obter esses valores e também trazer confiança, segurança imutabilidade dos dados, com muita agilidade por trabalhar de forma descentralizada, já que foi idealizada para ser ágil e adaptável, não só segura e democrática. Quando a gente trata da questão da transformação digital, acho que é muito importante frisar a agilidade e a adaptabilidade da solução. A gente consegue, por meio dela, eliminar intermediários, romper fronteiras e democratizar a participação de parceiros ou clientes. Então, é realmente uma aposta que vale a pena por contemplar a velocidade necessária para acompanhar o mercado digital e suas demandas. Fabiano: Maravilha, Leo. Você como um especialista no assunto, qual o papel da infraestrutura de TI na consolidação do blockchain? Leonardo: Agora eu peço licença porque eu vou puxar sardinha pro meu lado Fabiano: Fica à vontade, vamos lá! Leonardo: O papel é primordial. Olha, é preciso ter uma sinergia entre as áreas e infras, sistemas e negócios, para chegar aos resultados desejados. E não seria diferente com o blockchain. Quando se parte para construção de soluções de negócios com base em blockhain, é fundamental a participação de um especialista em infraestrutura de TI para trazer informações, suporte, conhecimento de HPC, a computação de alta performance para o "baile", digamos assim. Então, conhecimento e experiência em infraestrutura de TI são essenciais para construção de ecossistemas eficientes, a fim de evitar uma redução do desempenho do blockchain, onde a organização investe e não obtém os resultados desejados, nem aproveita bem todos os benefícios. É importante frisar para os nossos ouvintes que, da mesma forma como ocorre com outras ofertas e projetos, é preciso considerar a questão do conhecimento na parte de infraestrutura e, principalmente, quanto a computação de alto desempenho. Fabiano: Você comentou sobre computação de alto desempenho, computação de alta performance, associando isso ao blockchain. Gostaria que você comentasse a respeito da associação desses dois temas. Leonardo: Perfeito. Assim, é um casamento. Quando a gente fala do blockchain, a gente não pode esquecer da computação alta performance: é justamente ela o excelente caminho para viabilizar os ecossistemas ou plataformas de blockchain, por promover a eficiência extrema. O que eu entendo é que as organizações deverão cada vez mais buscar infraestruturas de TI de alto desempenho para construir a sua própria rede privada de blockchain. A gente sabe que existem algumas ofertas em nuvem, tem as redes que são abertas, “públicas” de blockchain. Mas, sinceramente, o melhor caminho para as organizações é a construção das próprias redes. Por "N" razões, assim como muitas já trabalham com o modelo híbrido para outras atividades e têm a sua própria nuvem privada, o seu edge, etc. O mesmo se aplica com a tecnologia do blockchain. Neste sentido, utilizar a computação de alta performance é a opção mais eficiente e inteligente. É um assunto que vale um podcast inteiro. Fabiano: Não, com certeza vamos conversar mais sobre isso, é um tema que vem crescendo e temos acompanhado de perto o interesse sobre ele. Leo, eu acho que é isso, a gente conseguiu fazer um panorama interessante sobre esse tema. Se quiser deixar o seu comentário final ou uma síntese sobre o blockchain, que veio para ficar, como a nova revolução este mundo tecnológico que a gente vive, por favor, fique à vontade. Leonardo: Exatamente, é bom deixar claro isso para quem nos ouve e quem tem interesse: o blockchain veio para ficar, é uma realidade e traz inúmeras possibilidades. É uma tecnologia muito ampla, com grande capacidade de adaptação e de atender a essas demandas que são extremamente ágeis, requerem velocidade no tempo de resposta para o próprio cliente. Ou seja, pensou na transformação digital do mercado, olhe com carinho para o blockchain, porque ele tem muito a oferecer, muito mesmo. Não é à toa, como você comentou no início do podcast, é um tema super quente. As organizações estão buscando diversos caminhos para viabilizar isso e a computação de alto desempenho é um bom meio de turbinar, digamos assim, esses ambientes, esses ecossistemas ou plataformas para uso do blockchain. Fabiano: Muito bem, infelizmente vamos encerrar essa conversa por aqui, mas certamente este é um tema que não acaba hoje e ainda renderá muitos outros podcasts. Bom, eu conversei com Leonardo Andrade, Arquiteto de Infraestrutura de TI da green4T para falar sobre "Qual o papel da tecnologia blockchain na transformação digital?". Leo, mais uma vez, muito obrigado pela conversa sempre cheia de conteúdo, agradeço a sua presença e sua participação aqui no greenTALKS. Leonardo: Obrigado Fabiano, é sempre uma satisfação encontrar vocês aqui no greenTALKS. Fabiano: Então é isso, espero que você tenha gostado de mais este podcast, portanto, curta, compartilhe esse e outros conteúdos relevantes sobre tecnologia que postamos aqui no Spotify, lá no blog INSIGHTS e também em nossas mídias sociais. Muito obrigado pela audiência e até a próxima.
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Cidades Inteligentes
O planejamento urbano em transformação
Mai de 2021
Em 1488, quando Leonardo Da Vinci iniciou a sua série de esboços que resultaria na obra Cidade Ideal, ele não imaginava o legado que deixaria a arquitetos e urbanistas cinco séculos depois, a respeito da relevância de se buscar um planejamento urbano adequado para resolver problemas estruturais e mitigar os impactos sofridos por quem vive nas grandes cidades. Os desenhos de Da Vinci carregavam conceitos absolutamente modernos: uso das melhores técnicas de construção disponíveis, sustentabilidade aplicada na prática e a percepção popular na elaboração das soluções. Cidade Ideal propunha uma Milão menos caótica, livre dos efeitos negativos de sua superpopulação (100 mil pessoas, na época), com falta de saneamento básico e imersa em epidemias. A visão do artista, que viveu ali por 17 anos, foi o ponto de partida da obra que, associada a sua genialidade como cientista e inventor, criou soluções passíveis de uso nos dias de hoje: arcadas nas fachadas do prédios para aumentar a iluminação natural e a circulação do ar; rede de canais de água em declive para ajudar na limpeza urbana. Quase meio milênio depois e estes requisitos – tecnologia, sustentabilidade e participação da sociedade – formam o tripé essencial para suportar a transformação positiva e necessária das áreas urbanas do planeta no século 21.
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Infraestrutura Digital
Como realizar a migração de uma infraestrutura de TI – Episódio 17
Mai de 2021
Fabiano: Olá, seja muito bem-vindo, bem-vinda a mais um episódio do podcast greenTALKS. Este conteúdo está disponível nos nossos canais da green4T no Spotify, no YouTube e também em nosso blog INSIGHTS. O tema deste podcast é Como realizar a migração de uma infraestrutura de TI. Vamos falar sobre esse procedimento que é altamente crítico, requer muito planejamento, muita atenção aos detalhes. Para falar sobre isso convidamos o nosso Gerente de Serviços de Tecnologia da green4T, Igor André Azevedo, a quem já agradeço aqui, obrigada pela sua presença e por estar aqui com a gente hoje. Igor: Eu que agradeço, Fabiano, pela oportunidade de falarmos sobre este tema. Fabiano: Muito bem, Igor, para que as pessoas que estão nos ouvindo nos entenderem melhor, o que é uma migração de infraestrutura de TI? Igor: Bom, a migração de estrutura de TI começa com um estudo, um planejamento detalhado de todas as disciplinas que envolvem a infraestrutura de TI, com o objetivo de diagnosticar, planejar e definir uma melhor estratégia de movimentação. Essa é a definição do que chamamos de "moving". Fabiano: Muito bem, planejamento é a palavra-chave. O que é que precisa ter em termos de atenção aos detalhes nessa fase pré do processo de migração? Igor: O processo é basicamente dividido em três etapas: "pré-moving", "moving" e "pós-moving". Na primeira etapa, costumo dizer que é 95% do trabalho – os outros 5% são a execução. Neste momento, é feito um assessment no ambiente, na estrutura de TI do cliente, onde é preciso validar todas as disciplinas que envolvem essa infraestrutura, entender e planejar como esses equipamentos estão relacionados, desde a parte de conectividade elétrica e, principalmente, como a infraestrutura está envolvida no business. Feito isso, faz-se todo um estudo do ambiente de destino para onde esses equipamentos vão. Entender como eles ficarão no destino é importantíssimo para que se consiga definir uma estratégia. Em seguida, realizamos um Capacity Plan tem que ser feito um estudo desse ambiente de destino para saber se está tudo preparado para receber esses equipamentos. Então, todo esse processo de identificar os detalhes, como esses equipamentos vão sair, como eles irão ficar no destino, qual a relação que têm com o negócio – para você entender quais são as janelas operacionais que podem ser realizadas nessa atividade – é uma etapa importantíssima. Por isso, digo que é 95% do trabalho. Fabiano: É importante isso que você falou sobre ter total conhecimento dos dois lugares: de onde os equipamentos saem e onde serão colocados. Tem de checar para saber se está tudo em ordem do outro lado, não é? Igor: Sim. É importante conhecer a origem e entender como esses itens são relacionados. Tem um ponto muito importante, Fabiano, que é como eles se relacionam com o negócio, para que se consiga identificar qual é a melhor estratégia. Isso está diretamente atrelado ao destino desse equipamento, então, precisa ser feita uma auditoria muito grande no destino para saber se as questões elétrica, de conectividade, interdependência entre equipamentos e janelas operacionais estão aderentes a esse ambiente. Por isso, o trabalho do Capacity Plan no ambiente de destino é crucial. Fabiano: E tem essa questão da janela operacional. Isso tudo acontece dentro de um espaço de tempo, não é? Igor: Hoje, as empresas não vivem sem um ambiente de TI. Ela é extremamente importante, fundamental e está totalmente alinhada ao negócio de cada cliente. Então, entender essas janelas e como essa estrutura está relacionada ao negócio é fundamental para enxergar em qual janela de movimentação é possível realizar essa atividade. Importante entender se dentro dessa infraestrutura é possível realizar tal a atividade e de que forma, para não extrapolar essas janelas. Fabiano: Bem, isso deve realmente tirar o sono de muita gente. Bom, a gente entendeu como é que funciona essa fase prévia. Agora, você poderia falar um pouco sobre quais são os fatores que o gestor de TI deve levar em consideração na hora da migração propriamente? Igor: É importante identificar e ter conhecimento, domínio da infraestrutura. Então, o primeiro ponto é esse. E como não é uma atividade do cotidiano das pessoas que administram a estrutura, é mais uma carga de trabalho que se tem, porque você precisa validar toda essa infraestrutura, conhecer, ver tudo em detalhes para poder planejar. Além das atividades do dia a dia, você ainda teria que pensar em todo o processo para fazer essa migração. Esse é um ponto. Ter recurso para fazer esse tipo de atividade. O segundo ponto é ter profissionais com conhecimento nesse tipo de processo. Isso é importante. Outro ponto muito importante é não enxergar essa atividade como apenas um transporte de equipamento. Ela envolve tudo o que nós conversamos, todo um planejamento para que consigamos realizar uma atividade dentro daquela janela, dentro daquele período que é permitido para o negócio, onde a estrutura consegue ficar off. Também ter parceiros que consigam executar esse tipo de atividade, que tenham conhecimento nisso. Acho que este é um dos pontos mais importantes que se pode mencionar. Fabiano: Perfeito. Igor, você mencionou a questão dos transportes dos equipamentos. Essa fase requer cuidados especiais também? Igor: Sim. Quando nós estamos falando de infraestrutura de TI, nós estamos falando de equipamentos sensíveis. Em uma análise mais profunda, trata-se de lidar com dados, com informação. Ali está contida a vida da empresa. Então, o cuidado com esse equipamento no transporte é fundamental. Todos os equipamentos devem ser embalados corretamente, utilizando materiais específicos para transporte de sensíveis. É preciso ter um controle muito grande nesse transporte para que você garanta que o equipamento vai sair de um local e ir para o seu destino sem nenhum problema. Então, é usar alguns recursos, como etiquetas de anti-impacto, que evidenciam se aquele equipamento teve algum impacto durante o transporte. Tudo isso são itens que são observados para mitigar qualquer problema, qualquer risco que se tenha após a migração. Então, é importante que considere esse fator do transporte no processo. Fabiano: Maravilha. Bom, agora passando para a próxima fase. Realizada a migração, quais são os pontos de atenção na hora da instalação já no novo local, enfim, o que temos de prestar atenção nesse momento do processo? Igor: Feito o planejamento e a migração, que é executar fielmente o que foi planejado, após a migração o objetivo é garantir que todas as aplicações, todos os serviços, todos os equipamentos estejam conforme eram na origem. Depois, validar todo o novo ambiente. Então, é preciso gastar um tempo maior para testar e atestar que esse ambiente está saudável e sem nenhum problema registrado durante essa migração. Então, este é um dos pontos mais importantes: gastar um tempo maior em testar todas as aplicações, os equipamentos, a parte de conectividade, para que não se tenha nenhuma surpresa depois. Fabiano: Perfeito. Bom, e como se garante a estabilidade dessa infraestrutura que foi migrada? A estabilidade e a governança, como pode-se garantir estes dois lados do processo? Igor: Bom, na parte da governança, é feito todo um book de documentos durante a parte do planejamento. É pensado como será feita essa execução, validar toda essa documentação e entregar um ambiente organizado, identificado com esse book de documentos verificados para você ter esse controle do ambiente. Então, você passa a ter, após a migração, obviamente o objetivo principal que é migrar com segurança e garantir a segurança dos dados. Obviamente, você também tem um outro resultado que é o book de documentos: a sua infraestrutura de TI totalmente documentada. o que te garante parte da governança e estabilidade. Então, é preciso testar todas as aplicações, testar tudo de uma forma bem planejada para que se garanta a estabilidade das aplicações e o funcionamento perfeito desse data center após essa migração. Fabiano: Perfeito. Sem dúvida que este é um setor absolutamente sensível para as empresas hoje. Como a gente conversou, as empresas são altamente dependentes de processamento de dados, então, é sobre a integridade de um setor vital para as empresas. Por isso, a minha pergunta agora é qual a importância de se contar com profissionais experientes, qualificados, acostumados a esse tipo de processo? Qual a importância de contar com uma equipe assim na migração de uma infra estrutura de TI? Igor: É um dos pontos-chave da migração: a capacitação. Contar com equipes que conhecem o processo, que vivenciam isso. Como disse, esta não é uma atividade do cotidiano das pessoas que administram uma infraestrutura de TI. Então, contar com quem conhece do processo, com experiência nesse tipo de atividade é um grande passo para que você tenha sucesso nessa migração. Planejamento e capacitação, nesse tipo de serviço, são itens muito importantes e um diferencial neste trabalho. Fabiano: O segredo do sucesso é planejar muito bem o início do processo. É aquilo que conversamos: 95% da migração é planejamento, cuidando de todos os detalhes durante o processo e contando com profissionais de qualidade, certo? Igor: Com certeza, é atenção aos detalhes que faz toda a diferença. Você pode até ter profissionais que conhecem de todas as camadas da infraestrutura, mas quando se fala em migrar um data center, é preciso pensar em itens que não são apenas TI. Então, todo esse planejamento e atenção aos detalhes é fundamental – e, neste momento, saber o que está fazendo é premissa. Para que se tenha sucesso nesse tipo de atividade é preciso ter muito planejamento, pensar tudo antes, mitigar todos os riscos e contar com equipes que tenham essa capacitação e conheçam esse processo para que você consiga atender à migração com erro zero, para ter toda a sua infraestrutura de TI e o negócio rodando bem após a migração. Fabiano: Muito bem, acho que a gente conseguiu dar um panorama bastante detalhado de todo esse processo crítico. Então, acho que conseguimos entregar um conteúdo importante para as pessoas. Bom, eu conversei aqui com Igor André Azevedo, nosso Gerente de Serviços de Tecnologia aqui da green4T para falar sobre migração de uma infraestrutura de TI. Igor, muito obrigado pela sua presença e pelo seu conhecimento compartilhado aqui conosco hoje. Igor: Eu que agradeço, Fabiano, a oportunidade de falar de um tema que particularmente eu gosto muito e espero ter contribuído e esclarecido os pontos mais importantes dessa atividade. Obrigado. Fabiano: Com certeza, você esclareceu bastante coisa. Bom, é isso, espero que você que está ouvindo esse podcast também tenha gostado. Portanto, curta e compartilhe este e outros conteúdos relevantes sobre todo esse universo da tecnologia que postamos no blog Insights, no site da green4T, aqui também no podcast e nas nossas mídias sociais. Aguardo você aqui no próximo episódio. Muito obrigado e até a próxima.
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Sustentabilidade & Eficiência energética
Como a tecnologia pode ajudar o planeta?
Mai de 2021
A recente Cúpula do Clima convocada pelos Estados Unidos no final de abril, cobrou das grandes potências econômicas mundiais ações mais efetivas nas próximas três décadas visando a redução real das emissões de gases do efeito estufa (GEE), com o objetivo de controlar o aquecimento global em 1,5ºC até 2050. Em meio a discursos, promessas e anúncios importantes, o evento deixou um alerta bastante claro: é preciso acelerar a transformação sustentável dos processos produtivos, da matriz energética dos países e do próprio modo de vida da sociedade, para que se viabilize o equilíbrio entre a existência humana e a preservação do planeta. O assunto é a agenda prioritária mundial deste século no pós-pandemia e envolve todos os setores da economia: de fabricantes de carros a produtores agrícolas; da indústria têxtil aos gigantes da internet. Mexe, sobretudo, com o setor energético, cuja reinvenção é crucial para o sucesso de uma missão que coloca todas empresas sob a mesma bandeira: a da longevidade econômica. Leia mais em: A transformação digital da indústria de óleo e gás Em linhas gerais, a combinação de produtividade com baixo impacto ambiental, o controle mais rigoroso sobre o consumo de recursos naturais e a inauguração de um novo jeito de viver das pessoas deve contribuir na diminuição dos efeitos das mudanças climáticas que estão porvir. Trata-se, portanto, de uma corrida contra o relógio ambiental cujos ponteiros não podem ser simplesmente parados. É possível, no entanto, que se desacelere o ritmo e se diminua o impacto dos acontecimentos. Para isso, é fundamental se criar uma consciência situacional antecipada, que permita a tomada de decisão de forma mais assertiva para a implantação de estratégias inteligentes e ágeis de mitigação. Neste contexto, um dos agentes mais habilitados a colaborar com governantes, empresas e sociedade é a tecnologia.
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Infraestrutura Digital
A importância da manutenção pós-garantia do data center - Episódio 16
Mai de 2021
Fabiano: Olá, seja muito bem-vindo, bem-vinda a mais um episódio do podcast greenTALKS. Este conteúdo está disponível nos nossos canais da green4T no Spotify, no YouTube e também em nosso blog Insights. O tema deste podcast são os serviços de manutenção pós-garantia para equipamentos, componentes e peças de data center. Vamos falar sobre essa solução e sua relevância para as empresas e organizações. Para esta conversa, convidamos Juan Antonio Reybaud, Especialista em Serviços de Tecnologia e Infraestrutura da green4T e que fala conosco direto de Buenos Aires. Juan, muito obrigado pela sua presença e por aceitar o convite. Juan: Olá, obrigado a vocês pelo convite! Fabiano: Só explicando, o Juan é argentino, mas com família brasileira, então, eventualmente vamos ajudá-lo em algumas palavras para que todos nos compreendam da melhor forma. Juan: Eu acho que meu português está bem, visse, Fabiano? Fabiano: Está muito bom mesmo. Mas vamos lá: Juan, para começar, como podemos definir um serviço de manutenção pós-garantia para equipamentos de data center? Quando ele surgiu e como ele é encontrado no mercado hoje? Juan: Então, Fabiano, para começar a falar sobre a pós-garantia, eu acho que primeiro é necessário explicar um pouco do ciclo de vida do hardware. Uma vez comprado, ele vem com garantia de três a cinco anos, dependendo do fabricante. Quando essa garantia expira, o cliente pode renová-la, com preços que a cada ano vão incrementando de maneira exponencial. Uma vez que essa extensão de garantia chega ao fim, o fabricante decreta uma renovação ou uma data de ´end of service life. Quando as renovações finalizam, o equipamento chega nessa data de fim da vida útil. Então, a partir dali, o cliente tem duas opções: ou compra um equipamento novo e faz um refresh do data center, ou continua usando o equipamento sem o suporte da fabricante. E não é novidade que o principal objetivo do fabricante é, uma vez decretado esse fim de vida útil, orientar o cliente a fazer a renovação com a compra de um equipamento novo. O serviço de pós-garantia é basicamente uma garantia estendida sobre storage, servidores ou equipamentos de networking que estão dentro desse ambiente de TI, de data center. É um serviço que pode começar ao final da garantia inicial ou mesmo quando se decreta o fim da vida útil. Com respeito ao surgimento, este é um modelo de serviço que nasce na década de 1990, quando um grupo de ex-funcionários dos principais fabricantes acharam esse nicho de mercado, uma oportunidade nascida da necessidade justamente de muitas empresas de continuarem usando os equipamentos após essa data que determina o fim da vida útil pelo fabricante. Este é um serviço relativamente novo para a nossa região, apesar de ter mais de 30 anos de funcionamento nos Estados Unidos. O verdadeiro boom deste modelo foi após ele ser publicado no Market Guide for Data Centers, em 2016. A partir dali, esse modelo teve um crescimento exponencial. Fabiano: Perfeito, vamos aproveitar que isso é algo relativamente novo aqui na região para explicar como funciona na prática este serviço? Juan: Na “prática” funciona como uma apólice de seguro. É um serviço que inclui todas as peças de reposição, caso exista algum incidente, junto com o serviço técnico especializado para deixar o equipamento em funcionamento caso exista algum tipo de problema com ele. Junto a isso, existe a possibilidade que alguns fornecedores oferecem de associar uma solução ou uma ferramenta de monitoramento automatizado para detectar de forma proativa qualquer falha que possa acontecer, abrindo um chamado automaticamente e informando para o engenheiro e para o cliente qual o tipo de incidente. Uma vez avisado, a ferramenta aciona automaticamente essa visita técnica e um engenheiro é enviado para o cliente para solucionar o incidente em questão. Fabiano: Certo, vamos entender, então, quais as vantagens em se adotar um serviço de manutenção pós-garantia de data center, Juan? Juan: Eu vejo uma vantagem operacional em ter toda a experiência simplificada que esse tipo de modelo oferece aos gestores de TI. É um ponto único de contato para resolver todas as incidências, independentemente da marca ou do equipamento. Aí outra grande vantagem é que o end of service life, ou fim da vida útil, não é mais um limite derradeiro para o uso do equipamento. Mas eu acho que as vantagens mais importantes são a financeira – que é uma redução imediata do output ou custos operacionais – e o alívio no capex, na hora de postergar esse refresh do equipamento. Assim, você otimiza o uso e destina o capex em outros projetos dentro do departamento ou da área de TI. Fabiano: Perfeito, Juan. Bem, acredito que possa haver uma noção equivocada de quem nos ouve de que este é um serviço que só serve para as grandes empresas. Isso é verdade? Juan: Não, toda empresa que tem a infraestrutura on premise, ou seja, servidores, storage ou equipamentos de networking, independente do porte e do tamanho do parque, tem grandes benefícios na hora de contratar esse tipo de serviço. Toda a área de TI que precisa prolongar a vida do data center, é um potencial cliente desta solução. Tanto empresas privadas, como organismos públicos. Só para te dar uma referência, 90% das empresas da lista Fortune 500 e 30 empresas da Forbes 100 incluem esse tipo de serviço na sua estratégia de manutenção de data center. Eu tenho um case para comentar que é bem recente: no Japão, uma importante empresa do setor de serviços financeiros teria de lidar com um iminente refresh ou atualização de compra de equipamentos novos, dos seus equipamentos de rede a um custo de US$ 40 milhões. Os gestores consideraram várias opções e perceberam que precisavam de mais tempo para tomar uma decisão. Foi quando contrataram um serviço de manutenção pós-garantia e, assim, conseguiram adiar os custos de capital e ganhar o tempo necessário para fazer uma avaliação mais correta sobre onde gastar o dinheiro. Muitas organizações públicas usam esse tipo de serviço, desde prefeituras locais até a maior agência aeroespacial do mundo dos Estados Unidos. Vale para todo mundo. Fabiano: É uma solução com um espectro muito amplo, não? De uso e de acesso. Juan, para entender e para finalizar, por que é tão importante empresas, organizações de qualquer, tamanho buscarem esse tipo de serviço? Juan: Então, eu acredito que todo serviço que ajude na otimização do budget é essencial. Ainda mais hoje em dia, na situação e no contexto em que todo mundo está vivendo, ter um parceiro que possa oferecer esse serviço com a qualidade melhor ou igual ao dos fabricantes e, além disso, representar uma economia de 30% a 50%, é um grande diferencial. As maiores consultoras de TI do mundo recomendam considerar a estratégia de manutenção híbrida, com a fusão entre o suporte do fabricante e um parceiro que consiga oferecer esse tipo de serviço de manutenção pós-garantia. E eu acho muito importante, Fabiano, ressaltar que o parceiro não vem para substituir o fabricante, mas para complementar a estratégia de manutenção e atuar onde o fabricante deixa de atuar. Fabiano: Realmente, economia de 30% a 50% não é algo desprezível nem agora e nem em momento nenhum! Muito bem, acho que a gente conseguiu dar em um bom panorama do que é essa solução e eu gostaria, então, de agradecer: conversamos aqui com o Juan Antonio Reybaud, que é Especialista em Serviços de Tecnologia e Infraestrutura aqui da green4T, sobre o serviço de manutenção pós-garantia para equipamentos de data center. Para quem gostou do podcast e também gostou do sotaque pernambucano e argentino, uma mistura muito bacana, esse foi o nosso grande especialista Juan, a quem eu agradeço a presença. Juan: Eu que agradeço a vocês, Fabiano, muito obrigado pela oportunidade. Fabiano: Então é isso, espero que você também tenha gostado deste podcast, curta bastante, compartilhe este e outros conteúdos relevantes sobre tecnologia que postamos no blog INSIGHTS, no site da green4T, e também em nossas mídias sociais. Muito obrigado e até breve!
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Infraestrutura Digital
Como evitar os danos gerados pelo incidente no maior provedor de nuvem da Europa?
Abr de 2021
Quando as chamas que consumiram quase metade do complexo de data centers francês OVHCloud – o maior provedor de computação na nuvem da Europa –, foram controladas, na manhã do dia 10/03 deste ano, uma pergunta invadiu os pensamentos de gestores de tecnologia e CIOs das empresas pelo mundo afora: será que a minha infraestrutura de TI está segura e livre deste tipo de catástrofe? Naquela altura, enquanto mais de 100 bombeiros faziam o rescaldo do fogo que consumiu por completo cinco pavimentos de um dos quatro centros de dados da planta em Strasbourg, o comitê gestor de risco da empresa francesa entrava em contato com os clientes – bancos, indústrias, varejistas online e órgãos governamentais de países como o Reino Unido, a Polônia e a própria França – para dar orientações quanto a implantação dos seus planos de recuperação de desastres (Disaster Recovery Plan). Foi uma noite longa e um dia seguinte tenso para tentar remediar o impacto de um evento que deixou dezenas de milhares de sites e aplicações inoperantes num piscar de olhos. Passado mais de um mês do acidente, as causas do incêndio ainda não foram identificadas pela polícia local e isso tem feito aumentar o nível de inquietação de acionistas e stakeholders de companhias cujo core do negócio está intimamente ligado ao processamento de dados. A preocupação tem razão de ser: em um mundo cuja economia está cada vez mais data centric, proteger devidamente a integridade dos dados não é atributo, mas uma exigência de quem tem bilhões de dólares a perder.
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